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BUÍQUE, NORDESTE/PERNAMBUCO, Brazil
A VERDADE SEMPRE FOI UMA CONSTANTE EM MINHA VIDA.

domingo, 6 de junho de 2010

À VOLTA À LEITURA COM MAIS ASSIDUIDADE


         
           Um dos maiores passatempos da minha vida, sempre foi ler ou frequentar o cinema. Assitir filmes, comecei ainda aqui em Buíque, no velho Cine Veneza, de Jurandir de João Grosso,  que ficava ali vizinho à garagem da Gaibu, pertencente ao Município, no centro de Buíque. Lembro bem que para assistir a um filme em cartaz, tínhamos que levar as cadeiras nas costas, vez que, ainda era começo e o dono do cinema ainda sequer tinha as cadeiras para os aficcionados por filmes assistí-los sentados numa cadeira, mas muitos sentavam mesmo era no chão. Ainda alcancei o tempo dos filmes seriados, que se passava um capítulo num determinado dia e, fícavamos no suspense esperando à próxima projeção do capítulo seguinte. Engraçados mesmo, como sempre o foram, eram os filmes de Charles Chaplin, o Gordo e o Magro, os Três Patetas, entre outros. Tais filmes geralmente eram de aventura e ainda em preto e branco, a exemplo de Zorro, Tarzan, um nacional de um herói da Polícia Rodoviária, entre outros que não me vem à lembrança no momento. Não existia filmes a cores, os quais só vim mesmo a conhecer depois de 1964, quando fui morar em Ribeirão Pires, Estado de São Paulo. Em São paulo passei a ser um aficcionado leitor de gibis, além de continuar apaixonado por cinema. Dos gibis da época que lembro bem, era com grande apreensão que esperava a edição de cada gibi que era editado. Gostava de ler os gibis de Pato Donald, Tio Patinhas, Michey e Pateta, Batman e Robin, Mandrake, o Zorro e Tonto, Rex, Superman, Homem de Ferro, Capitão Marvel e tantos outros que eram editados na época, também em preto e branco. Depois foi que vieram a surgir os gibis a cores e aí foi um deleito danado para os nossos olhos de leitores de gibis. Parece até bobagem, mas o gosto pela leitura aprendi mesmo lendo gibi na minha infância. Sei que tinha uma coleção enorme de gibis, todos guardados em caixas de papelão, ficando todos eles para trás, após voltar para Buíque, em 1972 e daí não mais tive notícia do paradeiro dos meus gibis, que carinhosamente os guardava. Quando passei a estudar o ginasial, comecei a ler romances de José de Alencar, Machado de Assis, José Lins do Rêgo, Gracialiano Ramos e tantos outros autores nacionais e internacionais.
         O tempo foi passando, a evolução cada vez mais num crescendo incontrolável, a era da informática passava a dominar o mundo, os meios de comunicação encurtando com a internet, o telefone sem fio móvel, e aí a gente perde um pouco do gosto por muitas coisas que antes gostava de fazer. Ao cinema, raras vezes vou a um hoje em dia, mesmo assim, não deixo de assistir filmes, só que no DVD conectado a uma TV e, quanto aos livros, confesso, tinha deixado um pouco do hábito de ler, tendo me limitado tão-somente a ler jornais, revistas, meus livros de direito, e assuntos de busca rápida na internet, esse instrumento importante para a comunicação humana e que nos afastou do calor humano, do sentimento, para uma proximidade virtual, porém sem o calor humano que tínhamos antes, uma proximidade gélida e sem o contato físico que antes tínhamos com as pessoas do nosso convívio. Outra coisa que aprendi a fazer também, isso evidentemente pelo vício da leitura, foi procurar sempre aprender um pouco a escreve, vício que até hoje não consigo me livrar, mesmo que seja criticado por uns, elogiado por outros, mesmo assim, faço o que gosto e digo o que quero. Na escrita e na leitura, a gente voa livremente por qualquer mundo que queiramos, mesmo imagináveis, equidistantes e inexistentes, mesmo assim, com a nossa liberdade de livre pensar, criamos o nosso próprio mundo. A leitura é palpitante, emocionante, até mais do que assistir a um filme às vezes, dependendo do livro que se esteja degustando literariamente, ou mesmo naquilo que estamos escrevendo, mesmo que seja em maus traçadas linhas.
          Outro lazer predileto de minha vida, era tomar umas e outras, só que esse tipo de entretenimento para mim, não tinha controle, até porque, segundo a filosofia do "bebum", quem bebe uma bebe mil, não ficando somente na boca com o amargo gosto de uma só dose. Diz até numa música o indigitado compositor "que bebe por gosta de beber" e não sei se numa música de Leonardo, que no mesmo sentido, "diz que só bebe para cair no chão". Então camaradas, quem não tem controle, o que é muito difícil para quem bebe, não deve beber a primeira dose, porque não tem controle da segunda em diante e só bebe mesmo pra se "lascar". No efeito "Orloff", vem à ressaca, a depressão e o estresse, consequência de não ter a devida ciência do que fez ou até mesmo por aonde andou. Quem disser que estou falando de invencionices é porque nunca bebeu até "mané chegar". Acontece em determinados momentos, uma espécie de apagão na memória, afinal de contas, camaradas, a bebida é uma droga como outra qualquer, a única diferença é que ela é legalizada, senão estaria no mesmo rol da maconha, do crack, da cocaina, entre outras drogas potencialmente ofensivas à saúde e socialmente degradantes.
           Por isso mesmo, caro William Pôrto, que retomei o meu estilo de vida, o meu curso do rio da leitura. Tempos atrás comprei um livro no sebo lá pelo centro do Recife, quando estava à procura de um livro de Gabriel Garcia Márquez, "Cem Anos de Solidão", foi aí que me deparei com o livro, "O Outro Lado de Mim", de Sidney Sheldon, que na realidade seu nome verdadeiro era Sidney Schechtel, sendo o primeito adotado artisticamente. Escritor famoso, nascido em 1.917, em Chicago, nos EUA, já tendo vendido em 180 países uma média de 300 milhões de livros, cuja obra do autor, foi traduzida para 52 idiomas. Para chegar no topo do pedestal, o escritor a princípio, passou por muitas dificuldades quando criança e na adolescência. A princípio tentou ser músico e compositor, tendo perambulado em várias rádios, sempre tendo as portas fechadas. Procurou ser reconhecido em New York, Los Angeles, entre outros lugares, até que chega a Hollywood e, após muitas tentativas frustradas passa a trabalhar em empresas produtoras de filmes, a princípio fazendo resumos de livros, que serviriam de roteiros para filmes e, posteriomente, passou a ser roteirista e, a partir daí, a sua porta começa a se abrir para o estrelato, mas para isso, foi muito persistente e insistiu até conseguir e superar muitos "nãos", muitas humilhações, mesmo assim não perdeu as esperanças e conseguiu vencer na vida. Sidney Sheldon morreu aos 89 anos, em 31 de janeiro de 2007, em Los Angeles. Por isso mesmo, é que digo sempre: devemos ter perseverança, persistência e nunca perder as esperanças de realizamos os nossos sonhos, mesmo que eles aconteçam somente nos sonhos que mentalmente procuramos neles ser os autores, atores e condutores, mesmos assim devemos sempre buscar no sonho, torná-lo um pouco da nossa vida numa realidade possível, né mesmo camarada William Pôrto e o seu "Recuerdas de Canaã", que apesar de ser um livro que nada tem a dever a nenhum escritor de vanguarda, mesmo assim não foi publicado porque não se encontra patrocínio, a não ser que ele o banque por conta própria, o que segundo ele mesmo, é impossível, a falta de condições. Mas o que tenho a dizer ao nobre amigo, é que nunca desista de realizar os seus sonhos, pois a exemplo de Sidney Sheldon, eles podem se materizar numa realidade palpável. Apesar de ter se tornado um renomado escritor e detentor da marca dos mais de 300 milhões de livros vendidos em todo o mundo, mesmo assim nunca foi considerado um grande escritor pela crítica especializada, mesmo assim foi uma grande estrela a brilhar no sonho que sempre quis atingir e realizar.

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