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terça-feira, 13 de setembro de 2016

QUEM COM FERRO FERE, COM FERRO SERÁ FERIDO, NADA MAIS ATUALIZADO!


     Principal protagonista e algoz no impeachment que levou à cassação do mandato da presidenta Dilma Rousseff, eis que, como a mão do destino, o deputado Eduardo Cunha, que contou com uma maioria avassaladora nesse processo, eis que finalmente, chegou a vez dele próprio ser jogado às raposas que antes eram seus aliados.
    O destino de Eduardo Cunha foi decidido na noite desta segunda-feira após meses de protelação. A Câmara dos Deputados cassou, por 450 votos a 10 (e 9 abstenções), o mandato do acusado de mentir à CPI da Petrobras ao dizer que não tinha contas no exterior. Eduardo Cunha era alvo de dois processos no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta ligação com o esquema de corrupção na Petrobras — sem foro privilegiado, passará a responder pelas acusações na primeira instância — e já estava afastado do cargo desde maio, por decisão da mesma corte. O deputado nega as acusações, que envolvem também sua mulher, Cláudia Cruz, e a filha Danielle. Quer dizer, em parte, até agora, parte da Justiça foi feita, por ter feito o que ele fez, secundado pelo presidente substituto Michel Temmer, por ter promovido em conchavos, a cassação da presidenta Dilma, através de conspiração, conchavos políticos que terminou no golpe da cassação e eis que agora, pelos seus próprios antes aliados, foi ele mesmo alvo de sua cassação, o que vale dizer em política, que “é cobra engolindo cobra”.
     A Bíblia também diz, “quem com o ferro fere, com o ferro será ferido”. Nada mais atual. Ele fez por merecer. Desonesto, corrupto, como ele mesmo disse ontem, na mesma Câmara dos deputados por ele presidida até o seu obrigatório afastamento pelo STF, pelos seus próprios pares que o apoiaram na cassação da presidenta Dilma Roussef, eis que agora, por esse mesmo grupo de apoio veio a ser cassado, por 450 votos a favor, 10 contra e 09 abstenções. Quer dizer, numa Câmara Federal composta por 513 deputados, quem não quis se constranger perante o seu eleitorado, não compareceu e, dos que compareceram, a maioria absoluta votou pela sua cassação, quando se precisava de apenas 257 votos a favor. Mas em seu discurso, ele mesmo disse que existiam mais de 160 deputados corruptos. Isso quer dizer que pode vir mais chumbo grosso por aí.
    Eduardo Cunha, apesar de seu discurso meloso, com feição de emocionado, quase que chorando, teve que amargar e engolir goela à dentro, pelos próprios, que antes lhes deram apoio incondicional, sentiu ontem à noite, na própria pele, o que a presidenta Dilma sofreu dias atrás. A perda de um mandato outorgado pelo voto popular. É àquela velha história, embora não completa, de “olho por olho, dente por dente”. Bem feito para esse pústula que tanto envergonhou nosso país e pelo mal que fez ao nosso povo, ao ser um dos principais mentores que cassou o mandato da presidente Dilma. A justiça ainda não está completa, porque ainda falta um adendo no seu histórico e outros iguais ou pior do que ele, que merecem o mesmo final, o de ver o sol nascer quadrado, se brincar, ladeado por sua esposa e filha, o que será mais doloroso para ele, se é que ele teve a mínima piedade na cassação da presidente Dilma. Esse é o preço que traidores e conspiradores sempre haverão de pagar, senão logo, mas o dia da caça sempre haverá de chegar.

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