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BUÍQUE, NORDESTE/PERNAMBUCO, Brazil
A VERDADE SEMPRE FOI UMA CONSTANTE EM MINHA VIDA.
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domingo, 11 de março de 2012

LIÇÕES DE COMO BEM SE ADMINISTRAR UM MUNICÍPIO


      O gestor público de primeira linha, jamais se esquece de colocar um bom plano de governo em ação dentro da Lei Orçamentária municipal, a chamada LOM, além de uma equipe de top de linha para auxiliá-la nessa nobre tarefa de se lidar com o erário. Cercar-se de uma boa equipe de governo, principalmente nas áreas técnicas se colocar técnicos de apurado conhecimento e ouvir à população sobre o que deve ser prioridade para o município, se pode realmente falar de uma administração de bom tamanho. Outro fator importante é se procurar ouvir as pessoas mais idosas e com mais experiência de vida e que podem muito bem contribuir para que o gestor público venha a realizar uma boa administração, mas quando o chefe da edilidade se cerca de um "grupelho" que só sabe estar pendurado no sacro escrotal do prefeito, aí sim a coisa jamais poderá dar certo. O aliado de primeira hora é de salutar importância para que se venha dentro de uma filosofia de bem governar para à população  atingir bons resultados práticos para grandes realizações e se fazer de verdade uma administração séria e voltada para os reais interesses do povo. 
      O bom administrador é aquele que segue piamente as leis que regem a administração pública, sobretudo o art. 37 da Constituição da República Federativa do Brasil, que é aonde está as linhas basilares de todo ente administrativo público e os princípios que a devem reger, a exemplo, dentro outros, de moralidade, impessoalidade, publicidade, eficiência e o da legalidade, que basicamente dão todo o rol taxativo constitucional a ser seguido pelo gestor público que segue principalmente o princípio do cumprimento do leque de leis voltadas para à administração pública.
      A chamada Lei das Licitações de nº 8.666/94, é outra que só é seguida no decurso do processo licitatório, isso porque ela é diuturnamente burlada por muitos de nossos gestores públicos, quer na fraude à licitações, superfaturamento de preços, entre outras traquinices que são acostumados a praticar. Com a legislação que se tem, não era para se pensar em elaborar um novo elenco legislativo, porque de nada vai adiantar. O certo mesmo era aplicar ao pé da letra o que se tem para que a coisa venha realmente a funcionar como se deve. Para isso há de se acreditar que toda sociedade deveria estar empenhada em cada um ser um fiscal do gestor público que tem, senão erra corrente de surrupiar o erário nunca vai terminar e vai sempre crescer cada vez mais. Esse processo de criminalização das leis, quer seja na área administrativa, quer noutras áreas processuais, é outra coisa que também não funciona. O que pode funcionar neste país é o brasileiro se educar, se preparar o suficiente e ter consciência que a coisa pública não foi feita para ser dilapidada e surrupiada, mas sim para ser usada em benefício da própria população, isso porque a farra com o que não é privado é de lascar o cano por aí afora sem a menor cerimônia por parte de quem está envolvido com a gestão pública, ou não camaradas!
      O bom gestor desde que se inicia na tarefa de gerir o erário, se bem quiser fazer as coisas, ele já traça de imediato um plano de governo para colocar em prática com uma boa equipe, nos primeiros cem dias de governo, primeiro ano, dois anos e os anos seguintes, senão ele nada realiza e a deixar para última hora, aí é a vaca vai pro brejo mesmo e, mesmo assim com um bom gasto do próprio dinheiro público, tem grandes chances de ser reeleito para mais um mandato e até para outros futuros mandatos, como se tem vários exemplos por esse Brasil afora, ou não camaradas! - Por isso mesmo é que aquele que tem boas intenções e não é o diabo, segue os conselhos de um grupo de pessoas que tem experiência de vida para bem gerir a coisa público. Contrariamente, não fazendo isso e ficando preso a somente um "grupelho" de somenos importância, corre o risco de não chegar a lugar nenhum! - A matéria em questão, em quem couber que vista a carapuça, mesmo não sendo ela dirigida em especial para quem quer que seja, mesmo assim, se alguém achar que a carapuça lhe cai bem, que a vista, certo camaradas!   

domingo, 4 de março de 2012

OS ESCOLHIDOS E ESPECIAIS


          Ontem fui à Garanhuns para a assistir a minha última aula do Curso de Pós-Graduação em Direito Civil e Processo Civil, promovido pela OAB/ESA e Faculdade Maurício de Nassau, do Recife. Fui sozinho dirigindo e ouvindo as famosas "pegadinhas do Mução". Saí daqui de Buíque por volta das 6h30 da manhã e cheguei em torno das 08h10 no hotel onde as aulas são ministradas, no centro da cidade. No percurso da viagem, talvez por estar só, não me senti muito bem, mas mesmo assim fui o segundo aluno do curso a chegar ao meu destino. Logo depois foram chegando mais alunos e pouco tempo depois chegou a professora Conceição Torres, o Coordenador do Curso e alguns auxiliares e depois o presidente da OAB de Garanhuns, Paulo. Nos cumprimentamos todos como se fôramos irmãos e logo depois fomos assistir à aula ministrada pela professora que era sobre didática para que pudéssemos adquirir conhecimento para elaborar a monografia de finalização do referido curso após dezoito meses de aulas cansativas de quinze em quinze dias nos dias de sábados. Pouco tempo antes de a aula começar, conversei com a professora de que não estava me sentindo muito bem e de que talvez tivesse que sair um pouco antes da aula terminar, com o que a professora concordou.
         Nesse interstício temporal, falei da professora do meu problema pela qual passei na cidade de Maceió, em Alagoas, em 07 de julho de 2008, quando infartei e tive que ser submetido a um cateterismo e uma angioplastia, mesmo problema pelo qual passou o cantor Vando e não tendo resistido, que infelizmente não resistiu e veio à óbito. Felizmente isso não o correu comigo. Relatado o meu caso, contou-me a professora sobre um problema que ela tinha passado na vida dela, uma questão de rins e de que tinha ficado em coma durante oito dias consecutivos e voltou à vida. Relatados esses fatos, alertou-me ela, que hoje é presbiteriana, que a única certeza que tinha na vida era que Deus tinha um plano para ela e de tinha realmente convicção de que era filha de Deus. Indague eu não boquiaberto, mas por curiosidade e ela me falou que tinha essa certeza porque fez uma viagem e voltou à vida e isso estaria da mesma forma colocado para mim também, porque passei por um momento muito difícil em minha vida e não me fui, voltei da mesma forma que ela. Explicou-me também que todos nós vamos definhar definitivamente um dia, mas isso quem sabe é o Homem lá de cima e não cabe a nós questionar, terminando por dizer que não tinha medo da morte, pois isso estava no plano de Deus e não dela, reles ser humano.
        Fiquei a matutar muito com isso e acho que na realidade, nós que passamos por tais momentos em nossas vidas é porque Deus nos escolher para um plano Dele para nós mesmos em fazer alguma coisa em prol dos nossos irmãos. Ninguém sabe o que poderá ser, mas que certamente fomos os escolhidos de certa forma e não podemos falhar com Deus no momento em que Ele nos chamar, talvez até estejamos fazendo os desígnios Dele, ninguém pode adivinhar, mas que somos os escolhidos, pela conversa que mantive, certamente fomos por Deus determinados para alguma missão aqui na terra enquanto viventes. Isso só a Deus compete determinar, porque quando a médica me atendeu em Maceió, no Hospital do Açúcar, disse-me ela depois que dificilmente no meu caso, escaparia, pois era caso para óbito certo e eu sobrevivi, graças ao meu bom Deus e as mãos hábeis da médica e da equipe médica que me acudiram naquele dia tão difícil para mim. Então minha gente, devemos de certa forma nos dar mais valor, nos olhar mais e valorizar o Grande Feitor do Universo que tem uma missão para nós que certamente, fomos os escolhidos por Deus para alguma missão especial para os nossos irmãos aqui na Terra. Que Deus seja louvado.
       Reconheço que ainda tenho as minhas falhas de mortais normais, mas mesmo assim, sempre venho procurando ajudar à minha maneira aos que de mim, de certa forma, precisam. Claro que não sou perfeito e nesse quesito ninguém o é, mesmo assim tenho procuro dar sempre o melhor de mim, mesmo que em muitos casos não tenha sido compreendido, mas sempre estou buscando melhorar na minha maneira de ser e de agir.

domingo, 23 de outubro de 2011

PESSOAS QUE VEEM OS FATOS AINDA NA ÓTICA DO MUNDO TRIBAL

         
           Graciliano Ramos relata em seu livro Infância, que descreve com visão de olho de câmara de última geração, a fotografia de Buíque da época, captada em sua fértil memória de um menino de tenros quatro anos de idade, que ao chegar na Vila, observou de imediato algumas fogueiras queimando, rodeadas por pessoas à sua volta, a conversar e trocarem lorotas. Depois ele veio a descobrir que a terra onde ele aprendeu as primeiras letras, entre 1894 a 1898, era na verdade um lugar de gente fofoqueira, que vivia a olhar a vida alheia, gente que não tinha muito o que fazer e por isso mesmo vivia a falar da vida dos outros. Acredita-se que essa visão do grande escritor brasileiro está mais atualizada do que nunca, pois as pessoas da nossa terra infelizmente, continuam ainda da mesma forma para olhar o rabo dos outros, esquecendo do seu próprio, fustigar a vida alheia, esquecendo da sua própria e colocando lenha na fogueira dos outros, igualmente como descreveu no final do século XVIII, o grande escritor de Quebrangulo, estado de Alagoas, que naquela época, vindo juntamente com o seu pai das bandas das alagoanas com um lote de mulas carregadas de mangaios, veio aportar em nossa terra.
            Infelizmente a dura realidade da nossa terra, é essa mesma, isso por que muita gente não tem a menor consideração com o que acontece com os outros e sem o menor conhecimento de causa, estão mais para equivocadamente fazer um juízo de valor antecipado sobre determinado fato ou acontecimento, sem sequer saber como as circunstâncias se deram ou dos valores subjetivos, dos sentimentos intrínsicos de cada ser humano, de cada conterrâneo. Até parece que não existe solidariedade em nossa terra, nem tampouco, sentimento de irmãos. Na verdade não deveria ser assim, mas é assim que acontece em nossa terra de cobras. Não que esse modo de agir seja diferente em outros lugares, mas aqui a coisa parece ser mais acentuada a ponto de se distorcer os fatos só por pura maldade, mesmo sabendo que todos os que habitam a urbe, o município, também tem filhos, familiares diversos e que todo mundo sem exceção, está sujeito a cometer um erro, um equívoco, que no final das contas, de forma distorcida procuram supervalorizar de tal forma, que se tivéssemos na época da guilhotina, o sujeito já estavaria praticamente guilhotinado. Da mesma forma como Gracialiano Ramos descreveu no final do século XVIII, quando por aqui esteve de passagem, continua nos mesmos moldes. É triste, mas é a mais pura realidade.
           O município de Buíque, a urbe, são formados por várias famílias conhecidas de praticamente todo mundo e na verdade, todo mundo sabe da vida alheia de todos, dos erros que cada um cometeu na vida, das virtudes também de cada um, da moral que muitos não tem para apontar o dedo sujo para quem quer que seja, então por qual razão querer o linchamento de alguém que supostamente venha a ter cometido um deslize? - Será que é só meramente por pura maldade? - Erros se cometem na vida. Todo mundo já cometeu. Quem é que não sabe? - Até mesmo figurões de famílias tradicionais buiquenses já cometeram erros inomináveis, e não é por isso que no momento deixaram de ser pessoas de bem, ou não? - Alguns mais abastados, que puderam estudar noutros centros urbanos mais adiantados cometeram coisas cabeludas e todo mundo tem conhecimento disso, só que, isso está no botão de pausa do esquecimento e, embora os que fizeram as suas hoje não mais o façam, tiveram o seu passado de vida. Não se pode condenar, apontar o dedo sujo para uma pessoa só pelo fato de que venha a cometer um fato isolado na vida, afinal de contas, ninguém é bandido e se tem alguém que vive de fustigar a vida alheia, perseguir somente por perseguir, é porque não aprendeu a ter visão de mundo. Esta é a verdade e a realidade nua e crua, doa em quem doer. Tais pessoas não passam de déspotas e só demonstram despreparo para a vida. Pior ainda é quando a coisa é levada para o lado da politicalha que aqui se pratica de forma às vezes até incivilizada, aí sim, é que o bicho pega mesmo. Até alguns imbecis que sequer daqui são, só pelo fato de pertencerem a lados políticos contrários, procuram de logo apontar o dedo podre para os outros, principalmente se for adversário. Minha gente, vamos ver as coisas por uma ótica diferente daquela vista há mais de cem anos por Graciliano Ramos. Não estamos mais na época de rodas de pessoas em torno de uma fogueira a falar da vida alheia, mas sim, numa época em que todo mundo precisa aprender a ver as coisas com isenção de ânimos e com discernimento. Apedrejamento prévio de alguém, só mesmo nos países tribais que ainda existem no mundo árabe, ou será que somos iguais a eles, hem?
Tribo nômade no mundo árabe.