QUEM REALMENTE SOU

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BUÍQUE, NORDESTE/PERNAMBUCO, Brazil
A VERDADE SEMPRE FOI UMA CONSTANTE EM MINHA VIDA.
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domingo, 19 de fevereiro de 2017

OXENTE!, "MININO, SOU NORDESTINO, CABRA DA PESTE!


Oxente! - Indignado exclamo!
Não deixo minhas origens,
Quem as nega não merece
Um recado de te amo!

Nordestinado eu sou
E digo com muito orgulho
"Minino", sou nordestino
Cabra decente, arretado
Que não aceita desatino!

É esse o meu destino
Sou flor de lácio do Agreste
Do Sertão, cabra da peste
E não sou de ser mofino!

Brabo também não sou!
Mas não mexa comigo não,
Numa serpente me viro
Como o diabo no Sertão!

Fico arretado pra peste
Quando dizem o outro lado
Que se vive esfomeado
E esmulanbado se veste.

Que coisa mais sem noção
Esse povo que se diz irmão
Deveria buscar o cão
E viver noutra nação!

Não preciso de esmola!
Nem da tua educação
Porque em minha sacola
Já existe muita cultura, educação e o pão!

Se for bem se reparar
Não dá sequer pra trocar
O Nordeste pelo Sul
Porque temos tudo a sobrar!

Só não nos livramos da seca,
Essa cobra pestilententa
Mas com jeito a gente vence
Essa fase sagaz que atormenta.

Mesmo assim torno a dizer,
Sou nordestino de raça
Cabra macho e arrretado
E isso não há quem desfaça.

A característica de um povo
Ninguém pode tirar não
Porque o que mais virá de novo
É um nordestino governar, esta nossa nação!

domingo, 15 de janeiro de 2017

ESPAÇO POEMANDO - O OCASO QUANDO CHEGA


O ocaso quando chega
Traz junto tristeza e dor
Acaba-se toda peleja
Até mesmo no amor.

Qual suaves ondas do mar
Vai e vem de forma turvas
Não se tem mais a quem amar
Somente esperando trevas e chuvas.

Quem me dera não fosse assim
Mas nisso a vida é dura
Não existe mais jardim
E se foi a bela candura.

Rugas, dores e doenças
Começam a aparecer
Vamos entrando nas descrenças
De que tudo vai perecer.

As verdades pouco importam
Mas vão furtivamente surgindo
Vêm de repente e matam
E vamos como boi mugindo.

O ocaso vem como o entardecer
É previsível, certeiro
Se cedo não se morrer
Sai logo de nosso belo canteiro.

É duro se sabe a vida
Mas o vento já fraqueja
Se preparar para a ida
Porque a nau não mais veleja.

Dessa forma sem querer
Vamos chegando ao fim
Mesmo querendo viver
Nesta vida fútil e chinfrim.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

NO ESPAÇO POEMANDO DE HOJE, MAIS UMA POESIA RELEMBRANDO DO SENTIMENTO DE ANTIGOS CARNAVAIS



QUANTA SAUDADE DA QUARTA-FEIRA INGRATA

Voltando à vida no tempo
A gente se sensibiliza e se extasia
E nada nos leva no vento
O que na alma se fantasia,
Vindo tristeza sem acalento
De tudo de bom que se fazia
Não havendo no mundo encanto
Que nos dê a primazia
De ter um novo encontro
Do passado que anestesia
E ficamos no desencontro
Na vida atual tão vazia
Onde pouco se fez tanto
Por isso as lágrimas jorrantes de dor
Nos chama para um clamor
De tempo bom que passou
Quando em eras priscas se brincou
E tanto a gente brincou
Nos carnavais que passou!
Na cama, nas praças, ou em qualquer lugar,
Se amou!
Ao ar tudo se jogou
Esquecendo o mundo, no peito a dor
E tudo de repente se transmutou
Num reinado de alegria,
Onde tudo da vida fugia
A alma flutuava embevecida
Entorpecida pelas belezas vividas
Que nos fazia diferentes
Doces, pacíficos e contentes
De dançarmos alegremente
Nos carnavais que se foram
Belos, singelos e puros,
Que ainda lá distante ouvimos
As marchinhas de Aurora
Que nos fazia outrora
Ficar no ar por várias horas
Pedindo sempre na vida
Alegria, amor e paz
Naquela vida que não volta mais.
E hoje não temos jamais
Os antigos carnavais
Que ficou da história, os anais
Da vida liberta e mundana
Das várias colombinas amadas
E hoje só respingos restou
Lá no fundo bem distantes,
Onde todos doce brilhante,
A ouvir àquela música serena
Bela e estonteante
De mais de mil palhaços no salão
E vem tudo como num telão
Em relances de pirilampos
Esperando somente chegar
Não mais a quarta-feira ingrata
Mas dias hoje de folia
Que só mata e maltrata
E demos de vez para sempre
Nosso adeus à quarta-feira ingrata...

domingo, 31 de janeiro de 2016

NO ESPAÇO POEMANDO DE HOJE, MAIS UMA POESIA INÉDITA.



O VAZIO

Manoel Modesto

Interminável vazio
Não há tempo a desmanchar
O que vem de dentro do frio
Não há como aconchegar
Por isso mesmo no abrigo
Perdido sem se achar
Buscando sonhar contigo
Para um dia nos abraçar
E neste mundo vazio
Juntinhos nos entrelaçar
Não ficar assim tão sozinho
E juntos embora mandar
Este mundo vazio
Para sempre se danar.

domingo, 24 de janeiro de 2016

A PUBLICAÇÃO DE HOJE, É NO ESPAÇO POEMANDO, DE MAIS UMA POESIA INÉDITA DE MINHA AUTORIA.

A TUA PRESENÇA



Ora sinto a presença
Como a tocar no meu rosto
Mas infelizmente a essência
Tudo se foi por caminho roto,
Qual perdida a distância
Sem que se esteja predisposto
A começar da infância
Ida no decurso do encanto.

Acaso a sinto assim
Vem do meu peito o clamor
A saudade bate à porta
Do cheiro do teu jasmim
Nada mais a mim importa
Só lembrança, choro e dor,
De quem saiu pela porta
E levou todo meu amor.

Hoje existem lembranças
De tudo que atrás ficou
Não mais pairam esperanças
Mas a presença ainda restou
Embora não haja nuanças
Vivo de tudo que prestou
Sem sonhos nestas andanças
Tudo de vez se acabou.

Oh!, quantas saudades tenho!
Não contenho minhas lágrimas
Quando isolado eu sonho
Naquele passado de chamas
No meio de um mundo medonho
Hoje não mais me aclamas
Vivo num mundo tristonho
Lembrando de nossas camas.

Que mais adianta olhar
Tocar no mar, no ar, ou na chuva que cai...
Não há mais o que fitar
Pois tudo na vida se vai
E neste meu mundo a penar
A gente tropeça e só cai!
Nada há a desejar
Pois tudo que foi se esvai...

domingo, 29 de novembro de 2015

ESPAÇO POEMANDO - O DIA SAGRADO DA POESIA DOMINGUEIRA



NO TEU CORPO SEDENTO DE DESEJOS


No teu corpo de mulher
Tão meigo, dócil e sedoso
Mergulhava sequioso de desejos,
E quanto mais o beijava, o tateava subliminarmente
Minha ânsia, meu ensejo aumentando minha tensão
Sempre em abundante tesão e mais tesão!
Como se fora uma reza, uma oração
Quantos devaneios sensitivos de emoção
Vividos tão intensamente
De gozos, de ternura e de prazer
E de tantos gemidos, grunhidos nas tuas curvas
Convidativas ao verdadeiro amor e à paixão,
Que quanto tudo se apagava num lapso de prazer
Num tempo infinitesimal de puro gozo a ir ao céu
Vinha o doce mel da coroação
Do que tanto se imaginava amor com devoção.
Mas tudo não passava de momentos
Meramente de intensa atração
Que no mundo real da vida
Tudo vinha a se esvair na imensidão
E nada daquela ofegante e louca paixão
Amor de verdade jamais existiu,
E tudo assim se acaba em lembranças intensas,
De momentos intensos que vivi
Com uma loucura momentânea qualquer
Só vindo mesmo a confundir e infernizar minha vida,
Que tristemente logo após a nos buscar não mais olhar
Quando em momentos de gozo, prazer e paixão
Tudo fora uma grande emoção
Que fluía a mais pura devoção ao teu corpo de mulher
E amavas intensamente com amor e devoção
Àquele corpo tão suave, doce, esbelto e cheiroso
De perfume de uma verdadeira fêmea mulher
Que não passava de um pesadelo que em minha vida
Só me fez mesmo foi fazer sofrer de um amor e de uma paixão
Que jamais foi minha de verdade
Só mesmo em momentos de gozo, de prazer e de paixão
Em corpos ligados, atados intensamente
Somente para se chegar ao ápice máximo
De gozar com prazer e se lambuzar de paixão...

domingo, 15 de novembro de 2015

ESPAÇO POEMANDO, PUBLICA UMA POESIA HOJE, DE UM SONHO IMPOSSÍVEL DE SE VIVER.


ESPAÇO POEMANDO

SONHO IMPOSSÍVEL DE SE VIVER

Vivi na vida amores
Sozinhos e imaginários
Na mente tudo eram flores
Na realidade, sonhos hilários.

Qual dor invadia meu peito
A ponto de explodir
Por não conseguir o meu feito
De um coração a eclodir.

Sabia perfeitamente
Ainda assim acalentava um sonho
Imagina que ternamente
Tudo viesse a mim, mesmo bisonho.

Mas não adianta pensar
Em mudar a realidade
O que está longe de se amar
Fica mesmo só na saudade.

Perseguir o impossível de se ter?
Que adianta na vida o inatingível?
Ao se querer se plantar o que não se pode colher!
Melhor mesmo é ser fantasma do invisível.

O que é irrealizável, não adianta alimentar mais!
Porque a esperança desapareceu
Como por desencanto no jamais
Naquilo que na vida nunca aconteceu.

No mundo real palpável
Não adianta só sonhar
O que soçobrou foi lastimável
Numa vida que não dá mais para se amar.

Conclusivo sem espanto
Não adianta mais lacrimejar
Esvaiu-se todo o desencanto
De uma vida que pecou por esperar!

domingo, 1 de novembro de 2015

HOJE, PRIMEIRO DOMINGO DE NOVEMBRO, É DIA DO ESPAÇO POEMANDO, EM QUE ESCREVI MAIS UMA POESIA DO FUNDO DE MINH'ALMA

ESPAÇO POEMENDO



PERDIDOS NA ESCURIDÃO

Vejo à cada dia
Que tudo se banalizou
A sensibilidade se acabou
A perversidade incontrolável dominou
E tudo que era e puro não mais existe.
Coisas dantes ternas e alegres
Valor não existe mais
E o ser humano desemboca
Num fosso que não volta jamais,
E a esperança translúcida
Se foi, não tem retorno,
E na esperança que tínhamos
Nas belas canções de ninar
Onde toda pureza pueril
Inocentemente pairava no ar,
Não dá mais para se acreditar.
Que mundo, indago, é este?
Onde irmãos estão isolados
Querendo se engalfinhar,
Qual feras brutas a matar,
No mínimo vantagem tirar
E ninguém sabe o limite de parar.
Não se tem um rumo a seguir
Com tanta gente perdida
Com mentes ardentes e feridas
Sem nada saber da vida
Buscando ninguém sabe o quê!
Num mundo cruel e banal
Em que nada de especial
Existe para nos dar um sentido.
E assim continuando vamos
Como perdidos num vácuo perdido
Sem saber o que é certo
Num mundo de muitos errados
Porque o sentimento se foi,
A razão não mais existe
E o que antes era sentimento
Tudo se foi assim ao vento
Insensíveis e irracionais
Perseguindo sempre se ter mais
Focando-se sempre em bens materiais
Deixando de lado tudo
E das almas sensoriais
Isso são coisas banais
Que só mesmo o Satanás
Para consertar este mundo sem um real sentido
Repleto de corrupto e bandido
Em que não se tem jeito que se dê
Nem mesmo na esperança
Voltaremos a ter novamente
Um novo enternecer
Num novo e reluzente entardecer...
Porque perdidos estamos
Numa incomensurável escuridão!
Num grande buraco negro
Sem saída e solução... 

domingo, 18 de outubro de 2015

HOJE NO ESPAÇO LITEREÁRIO POEMANDO, MAIS UM POESIA DO FUNDO DA ALMA E DO BAÚ, BRINCADEIRAS DE CRIANÇA DE MEUS TEMPOS



BRINCADEIRAS DE CRIANÇA DE MEUS TEMPOS

Jogava bolinha de gude
Nos meus tempos de criança
Era coisa simples e rude
Mas era ternura e não se tinha esperança.

O pião da goiabeira
Era feito com esmero
Nos dava alegrava nessa brincadeira
Mas era tudo simples e sincero.

Se perguntava até:
Já viu pião dá em carrapeta?
Mão se imaginava com fé
É, pode ser, se for coisa do capeta!

Tinha o pião grandão
E a carrapeta, pequenino
Dificilmente nesse refrão,
Apanhava nessa brincadeira de menino.

Ia-se então se armar
Com estilingue, pedras e para as árvores mirar
Em pobres pássaros que só queriam se alimentar
De vegetais e em suas vidas cantarolar.

Isso sem a menor sensibilidade
Era tudo coisa de criança
Que tinha essa incontida maldade
Mas não dava ao pássaro sequer chance.

Foram peraltices próprias menino
Que não há mais como desfazer
Traquinices indevidas e desatino
E agora não tem como mais nada se reviver.

Se brincava como bem se podia
Fazia-se bola de meia, enxertada de velhos panos
Mas nesse mundo de criancice e agonia
Foram muitos desencantos e enganos.

Era uma vida monótona
Sem saber éramos hipócritas
Mas é uma coisa que não mais volta
Pior é ser criança neste mundo atual de idiotas.

Vivi momentos singelos e ternos
Tudo era pureza e simplicidade
Não se vivia assim num inferno
Em que o que impera mesmo, é mais pura maldade.

domingo, 27 de setembro de 2015

ESPAÇO POEMANDO DE HOJE, PUBLICA UMA POESIA DE APELO: E AGORA, AONDE VAMOS PARAR?


E AGORA, AONDE VAMOS PARAR?

Só se sabe que pegamos
A trilha do caminhar
Embora ao que nos opomos
Ainda há muito para andar.

Parado não dá para ficar
Diante de tantos descasos
A boca de todos há de gritar
Diante de tantos atrasos.

O povo que sempre lutou
Não deve ficar na omissão
Porque o que mais sempre se amou
Foi nosso amado torrão!

Por isso a cada um que luta
Nessa trincheira de guerra
Continue na labuta
Que tudo um dia se encerra.

O que não se pode ficar
É de bico calado não!
Porque quando menos esperar
Primeiro lhes cortam a mão!

E depois de tudo isso
Aonde vamos chegar?
Será que não se tem compromisso!
Para nosso povo aclamar!

Então a cada guerreiro
Nessa luta sem omissão
Deixar de ser alcoviteiro
De quem nunca teve uma missão.

Chamo a todos os bravios
Que não desistem da luta
A aceitarem os desafios
Porque nada nos assusta!

domingo, 20 de setembro de 2015

HOJE DOMINGO, É DIA DO ESPAÇO POEMANDO, O MOMENTO LITERÁRIO DA POESIA QUE VEM DE DENTRO D'ALMA DA GENTE


ESPAÇO POEMANDO

PAIXÃO DESMEDIDA

Parece que neste mundo
Vem em algum momento
Uma paixão do submundo
Do nosso bandido sentimento,
E assim atordoado a vagar
Fica-se atônito e dominado
Pensando ternamente que é amar
Mas tudo é mesmo na vida
Um quê de estresse irrefletido
Em que a razão foge da mente
Pensa-se estar completamente
Apaixonado e contente
Imaginando que na vida
O amor chegou ternamente,
Mas quando a emotividade passa
E sai todo estado de graça
Vai tudo que se imaginava
Chega à triste realidade
Em toda sua realidade
E tudo mesmo não passava
De um momento de maldade
De alguém que na verdade
Pensava em momentos de paixão
Tanta era divina conexão
De amor coberto de pura emoção,
Mas quando vem à razão
Fui tudo momento de uma mera ilusão
Que na verdade não passou,
De um sentimento emotivo
Vindo do coração
Que levado por algo impensado
Se imaginou estabilizado,
Mas naquele mundo instantâneo
Era tudo um arrazoado
De algo do encantado
Que foi simplesmente um recado
De algo que foi um lampejo
Para suprir o desejo
De um e de outro à esmo
Pensando que àquele beijo
Nas fagulhar quentes do amor
Fosse puro e verdadeiro
Mas quando em ato derradeiro
Nada se teve por inteiro
E tudo depois que se foi
O momento, o sentimento exaltado
Cada qual para seu lado
E o que se imaginava amor
Era puro nexo emotivo
De desmedida paixão e dor
Que o vento para sempre levou.