QUEM REALMENTE SOU

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BUÍQUE, NORDESTE/PERNAMBUCO, Brazil
A VERDADE SEMPRE FOI UMA CONSTANTE EM MINHA VIDA.
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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

SERÁ QUE É CHEGADO UM TEMPO DA GENTE TER QUE PARAR E DEIXAR DE FAZER QUASE TUDO NA VIDA?


       Para nós que estamos chegando ao ocaso da vida, a indagação pode soar estranha, porque a bem da verdade, ninguém quer parar ou deixar de fazer tudo que sempre quis ou desejou na vida, sobretudo determinadas extravagâncias, de certa forma, até exageradas para quem viveu toda uma vida e não o fez quando podia, se bem que, extrapolar na vida, a qualquer que seja o tempo, nunca soa muito bem ao corpo, ao organismo e à saúde, mas nessa condição de seres humanos, nunca acreditamos que estamos extravasando, mas sim, fazendo o que queremos e o que podemos fazer.
    Como esta nossa vida é limitativa a um determinado lapso temporal, isso no seu curso normal, nem tudo que queremos podemos fazer, porque na verdade, apesar de sabermos que um dia vai se apagar a luz da vida por completo, ainda assim, ninguém quer que a vela seja apagada, mas inexoravelmente, é algo que não depende de nenhum ser humano, por mais que tenha estudado ou por mais “deus” que venha a se sentir. O certo é que a luz de cada um de nós vai mesmo se apagar de vez. Por essa razão, de uma vida curta e por tempo limitado, isso quando o sujeito não emplaca inesperadamente, como num lampejo de milésimos de segundos e pronto, se foi!, ou então, quando nem ao menos vive, conhece a vida, pisa no solo, aprende o que tem que ser, vai assim, sem mais nem menos, aí sim, é que é por demais doloroso.
      De uma coisa podem tem certeza, ninguém escapa e, na medida que o tempo vai adentrando em sua linha, a gente obrigatoriamente, quer queira ou não, vai encurtando esse espaço e o que não dá para entender, é o fato de que, não se sabe se a gente perde mais um dia de vida ou ganha! – Será que ganha, já que está se aproximando cada vez mais do ponto limiar? – Será que se perde, em que também se aproxima no mesmo ponto? – Não dá para responder. O certo é que, muitas mazelas vão aparecendo e, fazendo ou não fazendo determinados hábitos que aprendemos a praticar no decurso deste curto lapso temporal de vida, a única certeza é que a qualquer momento qualquer um de nós pode apagar de vez e aí, exagero pelos maus hábitos adquiridos? – Será que é isso, ou o sujeito bem comportadinho, praticando tudo como manda o figurino, não vem a ter um infarto, um AVC ou um aneurisma cerebral e da mesma forma, vir a parar tudo de vez? – Bem, pelo sim, pelo não, pode ser que sim e da mesma forma, pode ser que não. O certo é o fato de que, se a vela apagar de vez, tudo na verdade se acabou!

          A luz da vida se apagando, para quem muito fez ou deixou de fazer, se torna na mesma coisa. Pode ser grande, preto, branco, pobre, rico, vaidoso, cuidadoso, que da mesma forma vai, não tem quem escape. Esta, camaradas, é a execrável realidade da vida, que ninguém aceita e por mais que se faça para prolongar, mesmo que ande dentro de determinado padrão de figurino de vida, o certo é que nessa hora de “a vela apagou”, pronto, já era! – Nada mais há que chorar o leite derramado, porque ele não retorna mais para a vida e pode se preparar para ser devorado por vermes rastejantes e bilhões de bactérias fétidas e pronto e isso que é a vida e de tudo isso, só sobra mesmo o pó, de onde viemos. Para onde iremos!? – O mistério de tudo isso, se servir de consolo que vamos para o Céu, tudo bem e se não formos mais a parte alguma?

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

SE A GENTE PUDESSE VIVER NOSSA VIDA NOVAMENTE, COMO SERIA QUE IRÍAMOS FAZER?


        Bem, emprestado pelo velho amigo cordelista e escritor, Paulo Tarciso, comecei ontem a ler um livro com um título chamativo e interessante: “SE EU PUDESSE VIVER MINHA VIDA NOVAMENTE...” – Acredito, que à primeira vista, toca em profundidade na pessoa que gosta e é afeito à leitura, a exemplo de minha pessoa. Achei curioso o título, de autoria de Rubem Alves.
        À primeira vista, a gente começa a fazer ilações em nossa mente e colocar em nosso imaginário, o que se faria se a gente pudesse, a essa altura do campeonato, volver o tempo e reviver tudo novamente, como é que faria? – Será que a gente repetiria tudo de novo? – Faria a mesma coisa? – Seria o mesmo babaca ou vivaldino que imaginou ser? – Seria um crente fervoroso e seguidor dos mandatos do Livro Sagrado?, ou talvez buscasse fazer tudo diferentemente daquilo que você buscou demonstrar em sua personalidade comportamental de ser, hein? – Será que você faria de tudo aquilo que imaginou fazer e nunca teve coragem de fazer? – Você repaginaria a sua vida? – Acredito piamente que sim, porque na verdade, ninguém vive satisfeito com a vida que tem e, de certa forma, gostaria em muito de dar um novo rumo a esta. Não teria sido, em muitos casos, o conformista que sou.
        Ah, talvez não chegasse, por outro lado, a mudar muita coisa! – Primeiramente, tendo nascido nas condições que vivi, acredito que não mudaria muita coisa para percorrer a trajetória sofrida de vida diferente, mas com certeza, iria buscar, tendo consciência do que foi minha vida até o presente momento, muita coisa iria buscar corrigir. Primeiramente, não seria o menino besta que fui; teria sido diferente e mais hábil para lidar com determinadas situações vividas; valentão não queria ser, mas no mínimo, teria pego em armas para enfrentar a ditadura militar; teria me dedicado mais aos estudos, apesar das dificuldades do estado de pobreza em que minha família vivia; também minha ida ao estado de São Paulo, teria sido diferente e buscaria dar uma surra em dois japonesinhos de Ribeirão Pires, que nos acuaram quando eu e Milvernes, voltávamos da escola primária, para a nossa rude casebre naquelas plagas; teria lido mais grandes obras mundiais; na jovem guarda, não teria sido tão babaca e teria pego as neguinhas do pedaço e buscaria ter sido o líder do meu grupo, se bem que, na escola, por tirar as melhores notas, sempre era assediado, mas não seria tão besta com àquelas doces meninas, como fui, porque elas só queria fila e eu não exigia nada em troca. No mínimo buscaria comer uma porção delas, mas agora é tarde. Não sei nem se elas ainda existem. Ah, se pudesse viver minha vida novamente, com certeza, se tivesse feito o curso de direito, teria me preparado não para ser um advogado ambulante, mas sim, um desembargador ou até quiçá, um ministro do STF! – Talvez nem Direito tivesse feito, mas sim, medicina, porque o sujeito já sai formado em Deus, ou talvez não quisesse ser um Deus, porque a ninguém é dado o direito de o Ser, mas apenas um bom médico para servir a nossa população mais humilde, mas é um curso em que ainda o sujeito tem mais facilidade de enriquecer. Como advogado não cheguei a tanto; não sou rico, mas pelo menos, aprendi a exercer a profissão com zelo, ética e dignidade, que não são sinônimos de riqueza, mas deveria ter sido mais zeloso em ter tido o cuidado de pegar grandes causas, apesar de não ter vindo de uma família tradicional de advogados, mas mesmo assim, acredito ter dado conta do meu recado. Muitas coisas não teria feito ou quem sabe, teria aproveitado mais, porque o que me resta hoje, é uma doença sem volta.

        É com certeza, se fosse me dado a chance de viver novamente, com certeza mudaria muita coisa e teria me preparado desde cedo, quem sabe, pegando gosto pela política, me preparado para fazer uma carreira política como todos esses corruptos fazem, não simplesmente como um reles vereador, mas iniciando como prefeito de minha terra, e chegando, quem sabe, até ser o presidente da república. Se pudesse reviver a minha vida novamente, acreditem, tudo seria diferente! – Talvez não desse jeito, mas embora goste de minha vida, claro que muitas coisas pontuais, iria certamente mudar tudo, para que outro rumo ela tivesse, mas como isso é impossível de acontecer, então que me contente com esta vida que tenho, que já é o bastante e suficiente e mudar, a partir do momento em que estou, mudar o que pode ser mudado, aceitar o que nada pode ser mudado e ser isso que realmente sou, porque sou isso mesmo e não ser diferente e isso, não posso mais mudar, a não ser, que “tenha uma chance de viver a minha vida novamente...”

sábado, 24 de setembro de 2011

MERVAL PEREIRA TOMA POSSE NA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS SEM NUNCA TER ESCRITO UM LIVRO


       O picareta Merval Pereira substitui o escritor de verdade Moacyr Scliar na cadeira 31 da ABL (Academia Brasileira de Letras). Em sua longa (61 anos) e inútil vida jamais escreveu nenhuma obra literária: publicou dois livros com coletâneas de seus horrendos artigos escritos para jornais. 
          Se tivessem algum valor jornalístico suas "obras" teriam sido premiadas em sua área, mas ninguém jamais pensou numa ofensa dessas ao jornalismo. Além de seu lixo impresso destaca-se como insuflador do ódio e disseminador da burrice nas organizações Globo de rádio e TV. Uma vergonha para uma academia que destaca-se por nunca ter tido a menor vergonha em lamber as botas do poder elegendo ditadores, políticos e, agora, jornalistas de esgoto.

Leia mais em: O Esquerdopata
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sábado, 30 de abril de 2011

LIVRO QUE ESTOU ESCREVENDO - O VALE ENCANTADO DOS DEUSES


Capítulo I

O SINAL VEIO DO CÉU

                   Após ter vivido uma tumultuada vida mundana terrena e de ter passado por muitas adversidades, Erfrain Emanuel da Silva, já na casa de seus cinqüenta anos, aparecendo no couro cabeludo as primeiras touceiras de cabelos brancos, numa certa manhã resplandescente que surgira no firmamento do nascer de um novo dia, o orvalho matutino ainda envolvia a rala vegetação, como que num passe de magia esplêndida, envolto numa região mística de beleza invulgar, sereno, como que profético, ele de repente, percebe que algo como uma luz brilhante, assim como uma bola de fogo, surgia do céu e como se fora um sinal dos deuses, transformando-se aos poucos numa imagem como se fora a de Jesus Cristo e, de repente, passou a dizer-lhe: “filho, escuta-me, tu a partir deste momento, aqui nesta planície de Zeus, nesse imenso Vale do Catimbau, vais em meu nome e de meu Pai, a plantares a primeira semente de uma sociedade perfeita como Deus, onde nada faltarás e onde guiarás as ovelhas que ti seguirão, preparando-as para no futuro, habitarem a minha casa, a casa de Deus, no Paraíso. Tu fostes o escolhido e portanto, ti livras das coisas inúteis, imprestáveis, reles e rústicas dessa vida mundana que até agora tu levastes e oras em meu nome e em nome do meu Senhor. Vais filho, implantas nessa bela planície rodeada por essas belas montanhas a sociedade perfeita, a sociedade que anunciará a volta do Messias para tirar todos os pecadores da terra e aniquilar com aqueles que teimarem em continuar no pecado, enviando-os para o fogo do Inferno de Satanás”. Pouco depois, assim como surgira a imagem celestial, desapareceu na imensidão do Céu como um ínfimo ponto brilhante de uma estrela e se deslocar velozmente no firmamento infindo.
                   Parecia até um sonho aquele momento desse milagre, em que o Cristo vindo dos céus determinou essa missão para Efrain da Silva. A manhã pensara antes dessa visão, que seria como outra qualquer vivida por ele desde a sua juventude, na década de setenta, onde o que mesmo importava para ele era o lema “Paz e Amor”, inspirado no Livro Utopia do escritor inglês Aldous Huxley, mas não, atônito, embevecido, pensava que estava enlouquecendo e por um momento pensou estar cego, mas pode sentir em seu corpo o domínio de algo poderoso, mágico e belo e subiu à montanha do Elefante para pensar e foi então que se deu por conta que a partir daquele momento fora um homem escolhido por Deus. Sua vida em meados dos anos oitenta, ainda era dominada pela turbulência, pela incerteza, pelas fragilidades mundanas e ainda teimava por continuar vivendo um sonho sonhado nos anos setenta, que àquela altura talvez, com tantas transformações mundiais, a economia globalizada, o império americano tão decantado, dominando o mundo, a era da comunicação informatizada, parecia tudo diferente do que ele pensava que ainda seria, mas naquele momento, proustou-se no chão, de bruços, na relva suave e ainda molhada e passou a repensar tudo de inútil que viveu em toda sua vida: as infindáveis noites movidas à drogas e orgias; as blasfêmias dirigidas a Deus e a Cristo; o amor apegado à liberdade libertina, à matéria e as coisas terrenas, como se tudo isto fossem o mais importante. Nessa vida vazia, se via por vezes, dominado por uma intensa depressão, como que possuído por uma grande ânsia de encontrar algo na vida, de uma caminho que fizesse algum sentido para viver. Pensava às vezes, em se matar, tirar sua reles e porcaria de vida, pois sentia às vezes que não fazia sentido continuar vivendo neste mundo cruel. Naquele momento de êxtase, não poderia pensar de que um pobre Gaúcho lá de Paço Fundo, foi receber àquela dádiva dos céus para formar um povo, para guiar uma gente, cordeiros de Deus, em nome do Senhor Jesus Cristo. Mas que estava fazendo um ser riograndense do Sul naquelas paragens, no Vale do Catimbau, tão distante das terras tropeiras? - Será que fora movido pelos ecos de Érico Veríssimo?
                   Efrain da Silva, teve uma vida até então, regrada pelo vício em drogas, bebidas e todo tipo de alucinógenos. Já na década de setenta, no auge da filosofia hippie, ainda jovem adolescente, ele se iniciou nesse mundo, inspirado nessa filosofia que pregava, nos ensinamento de Aldous Huxley, a prática do amor livre, de uma sociedade sem preconceitos, sem barreiras e sem a menor responsabilidade com a vida. Era uma vida livre, mas ao mesmo tempo, preso às drogas; amava livremente, mas também, não tinha amor por ninguém que não o sexo livre, banal e de todas as formas possíveis. Era a vida de liberdade libertina, que teve início na juventude americana, que enlouquecida pelas músicas dos Beatles, Roling Stnes, Janis Japlin e Jimmy Hendrix, se espalhou mundo afora e Efrain, foi um dos ferrenhos seguidores dessa filosofia que procurava inverter todos os valores dogmáticos da sociedade até então. Queria ser como Jonh Lennon; se vestia como ele, se drogava igual a ele, mas jamais poderia ser Jonh Lennon. Tinha mesmo que se contentar com aquele pobre jovem gaúcho perdido num mundo, seu pequeno mundo, que construiu a seu modo de vida, mas que queria colocar tudo nos trilhos e seguir um novo rumo de viver.
                   Drogas, rock in rol, mulheres, festas, isto para Efrain da Silva, nos vários lugares por onde houvera passado ou por onde pouco vivera, como uma pessoa nômade, desnorteada, frenética e impassível, girando o mundo em sua motocicleta de 1.500 cilindradas, era tudo que ele queria, até que em uma dessas suas viagens sem rumo, como sempre fora o seu destino, aportar como que por acaso, no Vale do Catimbau, que para ele, passou a ser um lugar místico e onde passou a viver como um eremita, numa caverna localizada na montanha do Cachorro, vindo então a ter uma vida contemplativa e isolado do mundo. Para manter essa sua vida nômade e seus vícios, Efrain da Silva por onde passava, girando mundo, do Oiapoque ao Chuí, vivia fazendo adereços, apetrechos artesanais, aplicando piercings e fazendo tatuagens nos jovens e, foi assim, que numa dessas idas e vindas, que foi se dar no Vale do Catimbau e onde receber o sinal que veio dos céus. Não tinha luxo não senhor. Vida simples, porém não deixava de ter uma linda mulher amalucada como ele, para lhes fazer companhia pelo mundo afora. Comida, não era o problema maior. Um importante mesmo era ter um bom baseado de maconha para fazer sua viagem alucinógena. De resto, não dava lá muita importância à vida, pelo menos era o que pensava até aquele mágico momento, onde tudo iria dar um giro de cento e oitenta graus em seu modo de viver, afinal de contas, não é todo dia que se recebe um sinal dos céus, de um Deus descendo das nuvens, brilhante, como uma luz ofuscante e resplandescente, como se fora um Objeto Voador Não Identificado, um OVNI e aquilo tinha lhe tocado profundamente o seu eu, seu coração e não mais poderia continuar com a vida mundana que procurara ter como padrão até aquele momento.
                   Ter ido parar naquele lugar místico, parecia um sonho difícil de ser imaginado, mas ali houvera chegado. O Vale do Catimbau é uma região que se pode dizer sonhada por qualquer um ser vivente. Rodeada por serras, morros e montanhas, além de planícies, esse vale encantado tem mais de 150 milhões de anos de existência, dizem até, por vestígios fósseis encontrados, que antes de ser formado por todo esse complexo de montanhas, serras em arenito coloridas, distribuídas por mais de cinqüenta cores, esculpidas várias delas pela ação do tempo, tendo geologicamente adquirido formas as mais diversas de animais e objetos, a exemplo do morro do elefante, do cachorro, jacaré, tartaruga, gorila, concha, chapéu, torres, caveiras, padres, entre outras formações. Nada podia ser melhor. Era uma dádiva de Deus, após anos desandados, vir parar naquele lugar belo e místico, um presente que só a natureza poderia conceber.
                   Após aquele sinal dos céus, Efrain da Silva, depois de algumas horas em estado de êxtase, reflexão e contemplação, procurou uma caverna, furna, no morro do elefante, onde se alojou e então, de joelhos, jurou que iria cumprir com o pedido dos deuses e de que a partir dali seria um outro ser humano e iria dar uma outra destinação à sua vida a serviço do Senhor, da Luz Divina surgida dos céus.

OBS: Especialmente para o amigo Cabiludo Doido.

terça-feira, 22 de março de 2011

ENCONTRO COM OS AUTORES DO LIVRO, "RESGATE DA HISTÓRIA DE UM POVO"


          Eis que finalmente, no dia de ontem, tive a oportunidade mais uma vez, de me encontrar com o casal de escritores da Vila do Catimbau, que fez o lançamento do primeiro livro de autoria de ambos e por eles mesmos publicado, em 18.03.2011, no próprio "lugarzinho" de onde se originaram e do qual nunca esqueceram, tanto isto é verdade, que fizeram questão de fazer a "avant prèmier" na Escola Municipal Antonio Sampaio, na Vila do Catimbau, o que só fez enobrecer e engrandecer esse casal de escritores, que se somam a outros que temos em nossa terra, que mesmo à duras penas, são uns heróis na difícil arte de escrever. Que sejam bem-vindos a este mundo de escritores esquecidos de Buíque, que às vezes querem fazer muito, mas por culpa de uma parcela inculta, calada e muda de nossa própria terra, não chega a fazer, a produzir quase nada em termos culturais, mas esse "tiquinho" que buscamos fazer, pode ser uma torrente em chamas não para o presente imperceptível, mas sim, para o futuro que inexoravelmente, um dia virá. Não deixa de ser louvável a iniciativa dos nobres buiquenses da Vila do Catimbau, que como nós outros, tem que bancar as suas próprias produções literárias, senão, nada se publica, nada se cria e nada se pode transformar, pois na má vontade existente entre muitos, pouco se pode fazer. É necessário, se quisermos um Buíque melhor, se fazer uma "revolução cultural", para tirar o nosso povo do marasmo e do atraso que ainda se encontra, está é a verdade nua e crua.
       Tive o primeiro encontro com o casal de escritores João Evangelista e Dona Nair da Guia, quando Secretário de Governo, no início de 2009, em que vieram até o meu gabinete para falar do livro e da intenção de publicá-lo com a ajuda local, o que infelizmente, não veio a acontecer, mas segundo informações, o poder público vai adquirir alguns exemplares para distribuir na rede escolar municipal, fato que deveria acontecer com toda produção literária do nosso município, não para beneficiar alguém em particular, mas sim, valorizar e levar a nossa juventude a conhecer os valores culturais que temos e que poucos ou quase ninguém tem disso conhecimento. Para o engrandecimento e fortalecimento de um povo, ele tem que em primeiro lugar, conhecer as suas próprias origens, as suas raízes, para poder se fortalecer e ter uma formação moral, cultural e social, com o mínimo de dignidade e condições, para saber de sua própria história. A origem de cada um, o desenvolvimento, a história, são praticamente  a base de toda formação humana, pois sem tais elementares da vida humana, nada somos. Portanto, embora não tenha comparecido ao lançamento do livro do nobre casal, por questões de ordem superiores, muito me enobrece que alguma coisa, mesmo de forma tímida, vem sendo feita em Buíque, a exemplo do livro de Paulo Tarciso do Fórum que também por produção própria, se encontra no prelo e que nesses dias será lançado em Buíque.
       Diga-se de passagem, que o lançamento foi bastante concorrido e coroado de êxito com a presença de muitas pessoas importantes e de grande parte da estudantada da escola.

NOTA: Fiquei com alguns exemplares para vender, quem tiver interesse, pode me procurar e pedir informações pelo meu e-mail ou pelos telefones: fixo: (0xx87)3855.1553 ou pelo celular: (0xx87)9928.4782.