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QUEM REALMENTE SOU

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BUÍQUE, NORDESTE/PERNAMBUCO, Brazil
A VERDADE SEMPRE FOI UMA CONSTANTE EM MINHA VIDA.
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quinta-feira, 29 de agosto de 2019

O DISCENTE E O DOCENTE, QUEM É QUEM?


A essa altura do campeonato, todas as noites estou de volta ao caminho da Faculdade. Da faculdade?, alguém pode chega a me indagar ou questionar! — Isto em face de a minha idade ou por já ser formado em Direito e vir atuando há quase três décadas como profissional liberal da área de ciências jurídicas.

Estou readquirindo o fôlego para percorrer o mesmo trilhar que o fiz de 1973 a 1976, quando em estradas extremamente desestruturadas de piçarra, com uma demora média de pouco mais de duas horas, fazia o mesmo percurso entre Buíque-Arcoverde e vice-versa, quando estudei o Curso Científico na Escola Estadual Carlos Rios, ou então quando estudei Direito na FADICA de Caruaru, fazendo o percurso de Pesqueira-Caruaru e o mesmo de volta, num primeiro momento, numa Caravan e depois num ônibus e consegui vencer os dois desafios. Na verdade, lá em tempos pretéritos de minha vida, já houvera iniciado o curso de Engenharia na UFPE, no Recife, porém não cheguei a concluir, o tendo deixado no meio do caminho.

Voltar ao banco acadêmico a essa altura do campeonato, faz algum sentido? — Fico também a me questionar o porquê, porém chego à conclusão que nesta vida, “viver é preciso, por isso mesmo é que estou navegando”, buscando um sentido para continuar vivendo até aonde não sei, mesmo assim sempre fui de desafios, mesmo que venha sendo confundido com professor, embora não seja integrante do corpo docente da AESA, mas bem que poderia ensinar sem nenhum demérito para quem já está ensinando, algumas matérias do campo do Direito, embora seja mais um estudante, integrante do corpo discente da Faculdade de Arcoverde, mas estou buscando ter o devido fôlego para me adequar a mais este desafio de minha vida, de algo que ficou lá atrás num determinado interstício temporal.

Conseguir ou não, eis a questão! — Acredito que sim, porque nunca fui de desistir de meus intentos, apesar dos atropelos, agruras e tragédias que tenho enfrentado no decurso deste meu viver, mas não posso parar, porque se isto vier a acontecer, sei que não mais vou suportar viver e para que a vida tenha um crédito de continuidade a mais, tenho que insistir em continuar remandado neste barco da vida, em que a única certeza que a gente tem é a de que vai chegar um momento em que ele vai naufragar de vez e nada mais vai restar.

Estudante, professor, não sei bem o que sou! — Só sei mesmo que no show da vida lá na AESA estou procurando o meu banquinho da faculdade todas as noites com uma boa turma de outros alunos e alunas, para no aprender com o dançar dos números nas ciências exatas, talvez quem sabe, dançando um tango de Carlos Gardel, vir a me complementar como ser humano e consiga enfim, ter tempo suficiente para pelo menos vir a fazer o projeto de minha casa derradeira de estrutura de meu próprio jazigo de dormitar o sono derradeiro.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

DOIS BUÍQUES: O ALEIJADO E O TRONXO!



Na noite de ontem (30.07.2019), a partir das 19h30, estive participando na platéia, de uma palestra patrocinada pelo SESC-BUÍQUE, que teve como palestrantes os diletos amigos Paulo Tarciso, atual Vice-Presidente da nossa ABLA e Tiago Henrique, jornalista e exímio fotógrafo de São Paulo, porém radicado em Buíque há mais de cinco anos, por ter se casado com uma buiquense e aqui achou por bem de fixar a sua residência.

O evento ocorreu na Escola Técnica Estadual Cyl Gallindo de Buíque, num vasto auditório e o tema foi: “Vistas da Janela: uma reflexão e as transformações de Buíque”. O assunto não poderia ser dos mais oportunos, uma vez que, me fez voltar ao meu Buíque de criança, minha telúrica cidade, de minha infância sofrida, da escola onde aprendi as primeiras letras e que foi apagada da história, “ó!, que saudade danada de cidade de outrora, que não mais voltará, porque até do mapa varreram parte de MINHA CIDADE, MINHA SAUDADE”, registro feito pelo escritor Luiz Wilson, com relação à Rio Branco de seu tempo, mas ontem fiz a mesma viagem com relação à Buíque.

A demonstração comparativa com base em alguns fatos relatados no livro Janelas do Sobrado — livro-memória-histórico de Buíque, me fez transportar em uma viagem no espaço e no túnel do tempo e me levar até uma estação de uma Buíque que só existe mesmo no meu subconsciente e para os que não conheceram, não podem ter a menor noção do que foi a minha cidade dos meus áureos tempos que vivi e onde passei parte de a minha infância, porque em 1964 rumei para o Estado de São Paulo aos doze anos de idade e só voltei aos vinte, ainda na flor da idade, mas pude desfrutar de uma Buíque em que a sua fotografia daquela época não mais existe e jamais será repetida, isso porque não fotografaram minha cidade e pior ainda, a rasgaram da história.

O tempo evoluiu, o patrimônio histórico-cultural-urbanístico não foi preservado, e na verdade o que temos hoje é um Buíque muito mais aleijado do que àquele descrito no livro-memória, Infância do mestre Graciliano Ramos, que aqui onde esteve entre 1894 a 1904, chegou a aprender as suas primeiras letras e compara o Buíque que ficou como uma fotografia em sua mente, como uma cidade que mais parecia um corpo aleijado. Foi realmente num Buíque piorado no aspecto histórico, com tanta história que deveria ter sido preservada para os pósteros, porém sua memória foi vilmente apagada, e por esta razão, é que nos tornamos mais pobres, o que ficou bem demonstrado na palestra proferida por Paulo Tarciso e Tiago Henrique e disso tenho alertado por toda a minha existência.

Para mim, digo sinceramente, fiquei emocionado, porque foram tempos em que somente uma parte minúscula restou registrada e que os mais novos precisavam ter conhecimento, porque no meu entender a história é o sangue que alimenta a nossa alma, para que possamos erigir o que possa vir a ser o futuro, partindo-se do pressuposto de que povo sem história, é povo sem memória e que não poderá jamais ter um futuro promissor e talvez a gente possa recuperar parte de tudo isso, acaso haja força de vontade de nossa gente. Esse é o meu ponto de vista. Parabéns aos palestrantes e ao SESC-BUÍQUE pelo evento.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

PROPOSTA DE CRIAÇÃO DE UM ÓRGÃO PRIVADO DE INTERESSE PÚBLICO PARA DESENVOLVER A NOSSA PRODUÇÃO CULTURAL

              
             Não quero ser petulante, mas sim, ousado naquilo que ora proponho como uma das metas a se consquistar, não através de mendigação com o pires na mão implorando uma ajuda de órgãos públicos, nem tampouco, dos potentados e que pouco ou quase nenhum interesse ou compromisso tem demonstrado com o nosso desenvolvimento e produção de cultura propriamente dita. Quando falo em cultura, não estou me reportando a eventos festivos de momentos passageiros e que passado o instante, se esvai no tempo e ninguém mais se lembra daquele momento de êxtase de uma farra bombástica que aconteceu no dia anterior, em que muitos jovens se esbaldaram, namoraram, ficaram com mais de uma das mocinhas e vice-versa, bebiricaram à exaustão, além de que, outros mais bagunçaram o coreto do que se divertiram, e nada fica na mente ôca dessa juventude, como conteúdo para a formação da própria vida no desenvolvimento moral e social. Não quero aqui, generalizar, pois tem muito jovem que é cabeça e tem a devida responsabilidade por um futuro promissor.
            Acredito que Buíque, nossa região, tem muita coisa a ser mostrada, desde a nossa rica cultura popular, os nossos talentos que aí a gente observa se destacando nos campos das letras, das artes plásticas, na literatura de cordel, na música e no teatro. Então o que me pergunto, é que, aonde estão os órgãos públicos ou a ajuda privada para dar um impulso para que a nossa gente de talento possa se desenvolver, crescer, viver com as próprias pernas, ser alguém na vida, ajudar seus familiares e engrandecer o orgulho buiquense e regional? - Infelizmente não se vê um projeto cultural voltado para esse setor, nem tampouco, a sensibilidade da iniciativa privada do nosso lugar, para dar uma mãozinha em absolutamente nada, no que toca se tratar de iniciativa cultural. E ainda tem gente que se arvora como se fora "o mecenas das artes", o que é só mesmo da boca para fora.
             Quando fazemos um projeto cultural de iniciativa própria, como por exemplo a criação, produção e editoração de um livro, não aparece ajuda de quem quer que seja, mesmo que isso só venha a engrandecer o nosso próprio povo e a cultura do lugar. Dou como exemplo a publicação de meus dois livros, o primeiro, "MODESTO À PARTE", em 1988 e, o segundo, "NO AMOR E NA POLÍTICA MUITA "SAFADAGE" HÁ", em 2007, ambos publicados pela Cia Editora de Pernambuco - CEPE, não teve a ajuda de quem quer que seja. Foram ambos bancados por iniciativa particular. O exemplo mais recente, vem de Paulo Tarciso, que tem demonstrado um desforço tremendo para mostrar o seu trabalho, a sua arte na literatura de cordel e, para lançar o seu primeiro livro "AS JANELAS DO SOBRADO", não obteve a ajuda de ninguém, quer da inicitativa pública ou privada. Se alguém deu alguma coisa, foi a título de esmola. Seria melhor nem ter dado a contribuição, porque não deu para bancar sequer a publicação de um exemplar do belo livro do amigo Paulo Tarciso, que com certeza vai agradar e engrandecer ainda mais a nossa cultura na arte de escrever. Cidinaldo "Buíque", também foi outro que se aventurou na arte de escrever e fez um livro histórico sobre a História de Buíque, que da mesma forma, não teve a ajuda de ninguém, além dos autores do livro Resgate da História de Um Povo, de autoria de João Evangelista Albuquerque e de Maria Nair da Guia, que procuraram de forma sintetética descrever a história da Vila do Catimbau, livro também editado com os seus próprios recursos, em Fortaleza, no Ceará, onde fixaram residência. Que faz todo esse esforço, não porque deseja aparecer não senhor, mas sim, mostrar um pouco do que sabe e fazer da sua imaginação, a fluição do imaginário de cada um, em face das realidades vividas no decurso de suas vidas, para que os mais novos possam se espelhar e os mais velhos, alargarem os seus conhecimentos e até mesmo, se lembraram de fatos que viveram e que não mais se lembram ou que estão vagueando no tempo e ao vento da memória de cada um.
              Então minha gente que vive envolvida em movimentos de cunho culturais, proponho que nos reunamos para que possamos discutir e falar da possibilidade de nós mesmos que gostamos e estamos ligados à cultura, criarmos um órgão local de amplitude regional, para que possamos nos fazer representar através desse órgão, que pode ser nos moldes de uma associatividade, de uma ONG ou até mesmo de uma Academia Buiquense de Artes e Letras - ABAL, para que possamos lutar e bancarmos os nossos próprios projetos culturais, além de promovermos a nossa própria cultura, antes que tudo fique no esquecimento da nossa história e perdido nas imensidões do tempo. Acredito que o nosso confrade amigo, também escritor buiquense, Cyl Gallindo, que é membro da Academia Pernambucana de Letras e já publicou mais de quinze livros, com certeza nos dará o apoio do qual precisamos nessa importante iniciativa.

NOTA: Quem tiver interesse nessa questão, que me procure ou poste alguma mensagem neste Blog ou então, entre em contato através do meu celular ou telefone fixo, indicados neste próprio veículo de comunicação internetário.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

MAIS UM LIVRO NA PRAÇA - AS JANELAS DO SOBRADO


        Dentro em breve, teremos a grata satisfação do lançamento do livro do nosso confrade e amigo, Paulo Tarciso, o "Paulinho do Fórum", que em um linguajar de fácil compreensão e accessível para todos que pretenderem ler um bom livro, que nasce da inteligência de mais um buiquense que se aventura a fazer ilações do seu passado vivido, da simplicidade de sua vida, de sua gente de Buíque, vista sob a ótica de "As Janelas do Sobrado", alguém que viu, viveu e sentiu na pele as agruras de sua vida e de sua gente. Só pelo molde da capa do livro, já dá para se ter uma idéia do conteúdo de suas mais de trezentas páginas de história que migra desde tenra idade do autor e das pessoas, fatos e acontecimentos por ele presenciados e sentidos na própria pele. Vale a pena conferir o livro do amigo Paulinho, que tive a grata satisfação de escrever a "orelha".