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sábado, 27 de novembro de 2010

ANJO DA GUARDA, CRÔNICA PARA SE LER

       Ultimamente, uma das coisas em voga, é a volta dos anjos da guarda, os querubins, para velar pela pessoa de cada cristão, inclusive, na própria literatura mundial, a tônica gira em torno de estórias angelicais que se tornam campeões de vendagem, em “best sellers”. Desde criança que aprendi que cada um da gente tem um anjo para nos guardar, para acompanhar os nossos passos, para nos proteger dos perigos e nos livrar das tentações dos pecados e assim nada de errado podíamos fazer, pois estávamos sendo observados pelos olhares invisíveis do anjo da guarda. Até mesmo imaginava um anjo como àqueles pintados nos tetos das igrejas, com asas, vestimentas longas e brancas e um arco angelical flutuando sobre a cabeça de cada um. Em troca desse trabalho de acompanhar o dia-a-dia das traquinagens de moleques peraltas, tínhamos que rezar todos os dias para o nosso anjo da guarda, senão ele se zangaria e não mais nos protegeria dos males. Por vezes até sonhava com o meu anjo da guarda, onde ele aparecia com cabelos louros cacheados, todo vestido de roupa branca, flutuando com suas longas asas e com o arco acima da cabeça, em nossa volta para nos livrar das tentações do demônio.
Estranhamente, nunca imaginei um anjo negro. Será que os negros tinham anjos da guarda? - Os anjos todos que nos pintavam sempre foram brancos. Anjos negros, nenhum! - Que discriminação da porra, pensava eu! - Por quê só existem anjos brancos? - Nem mesmo nos livros que tratam dos anjos e querubins, escritos pelos magos de hoje no assunto, não mencionam sequer um anjo negro. Será que anjo é regalia somente de branco? - Será que até na questão do anjo da guarda o negro é também discriminado? - Não sei não, mas parece que negro não tem mesmo anjo da guarda não senhor, porque se o tivesse, nos tetos das igrejas teria a pintura de algum anjo da guarda negro, mas inexiste a retratação de algum querubim de cor, de origem africana. Pelo visto, por incrível que pareça, até mesmo a igreja discrimina o negro nesse ponto.
Mas fugindo da questão do anjo da guarda negro, em muitos casos temos algo no nosso caminho a nos proteger de muitas coisas, talvez a nossa força interior, a nossa fé, a nossa energia positiva ou coisa que o valha. Pode até ser um querubim, um anjo da guarda de primeira grandeza a guiar os nossos passos, o nosso caminho. O certo mesmo é sempre buscarmos a nossa força maior no centro de tudo, que é o nosso Criador e deixarmos nos acompanhar por essa força em toda parte em que estejamos, quer seja um anjo da guarda, um querubim ou coisa assim. O importante mesmo é nos sentirmos seguros de si mesmos para uma nova luta de vida.    

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