UM DIA É DA CAÇA, OUTRO, DO CAÇADOR
QUE NINGUÉM SE ILUDA - Já dizia o velho dito popular "que um dia é caça, outro, do caçador". Sempre tive isso em mente desde ainda tenra idade, quando sofria "bulling", para usar o termo chique e estrangeirizado, para não dizer "bulindo" mesmo! - Como era uma criança quieta, recatada, matuto pra danar, muitos dos outros meninos gostavam sempre de tirar onda de minha cara. Quer aqui em Buíque mesmo, onde aprendi as primeiras letras, quer em São Paulo onde estudei o ensino fundamental. Sempre tinha àquela deixa de mexer com a gente de origem nordestina. Claro que o "bulling" sempre esteve presente na vida escolar, quem pensa o contrário, pode estar iludida e completamente enganado, principalmente quando a gente era de origem pobre ou humilde, aí sim era que a molecada gostava de gozar mesmo, fazer gracejos e colocar os outros até mesmo para brigarem, como numa rinha de galos. Hoje fazem disso uma brincadeira de péssimo mau gosto para aparecer na internet, pra se dizer quem é a turminha maioral do pedaço, mas que o tal do "bulling" sempre aconteceu e existiu, disto não há de se ter a menor dúvida!
DISCIPLINAMENTO - Evidentemente, que o disciplinamento da minha época de criança, era demasiado infernal. Quando a criança saia da linha, era bolo nas mãos com uma pesada palmatória feita sob encomenda de angico; era castigo de joelhos e de costas para a turna, em frente da sala de aula, com caroços de milho ou de feijão embaixo dos joelhos; era puxões de orelhas, os escambau. Na verdade aí, os professores daquela época também tinha muito de sandice e de tortura. Tomar a lição e errar, era palmatória na certa e o pior, é que a professora mandava que os alunos perguntassem uns aos outros e quem errasse levava bolada nas mãos do outro colega que fazia a pergunta. Era uma tortura estudar naqueles idos, mas de uma coisa se pode ter certeza, não existia essa bandalheira que existe hoje em dia dentro das escolas. Pelo menos se tinha disciplina e o professor era temido e respeitado. Atualmente ser professor é um Deus nos acuda! - Quase ninguém está mais querendo a brilhante e nobre carreira de ensinar, isso por que, se gritar mais alto que o aluno, já está praticando violência! - Assim não dá! - O aluno jamais pode passar de caça a caçador, porque nessa inversão de valores o que será de nossa educação!
ENSINO MÉDIO - Atualmente se termina o curso do ensino médio e a maioria dos alunos, com raras exceções, sabe ler, escrever, fazer as quatro operações e raramente usar a gramática direito. É um monte de analfabetos com os quais nos deparamos que é de fazer qualquer um corar de vergonha em determinadas circunstâncias. Se tem conhecimento de alunos aqui mesmo em Buíque, que terminaram o ensino médio tocado nas coxas, por protecionismo e o famoso ajeitadinho brasileiro, mas uma carta, um memorando ou um ofício não sabem escrever não senhor! - É uma verdadeira vergonha o ensino brasileiro de um modo geral! - Pior é que o sujeito adquirir um certificado ou passar de ano sem saber porra nenhuma! - Tem deles que sequer ler sabem, mas passam! - E aí como é que vai ser? - Passar de ano é fácil, o difícil mesmo é se estabelecer na vida! - Aí sim é que o cancão pia, mas como Brasil é Brasil, quantos na administração pública existem trabalhando sem saber que está sentados na letra ó!
RECURSOS APORTADOS - Pela dinheirama que é jogada no meio educacional, não era para existir mais analfabetos no Brasil não senhor! - A falta de moralização no setor e a forma desplanejada como são empurrados determinados programas na área educacional, é só mesmo para a saída pelo ralo das verbas públicas, depois se faz um relatório "bonitinho", bem caprichado, com papel cachê de primeira linha e aí fica tudo decente e bem feitinho para engabelar o Ministério da Educação e seus técnicos, quando parte deles também não são coniventes com a bandalheira. Ora minha gente, não dá para cobrir o Sol com uma peneira nessa questão de educação. Há de se que chegar um dia que a caça venha a ser caçada de verdade, sem contemplações e com moralidade na aplicação e no manejo das coisas públicas, afinal de contas quem está pagando por todo esse desmando é povo, que bota um bocado de irresponsáveis no poder, que antes de caçarem, estão mais para ser caçados com a mão no bolso do povo, esta é a verdade e a carapuça caia na cabeça de quem couber, verdade ou mentira, camaradas!
SAÚDE PÚBLICA - É outro setor que não dá para ver todos os dias nas reportagens faladas, escritas, na internet e televisadas, tantos desmandos que são cometidos com o dinheiro público destinado à saúde. Como é que pode se meter a mão no dinheiro público destinado à saúde, hem? - O dinheiro público destinado à saúde é para salvar vidas e desviar esse dinheiro, é o mesmo que praticar os assaltos nos morros do Rio de Janeiro e onde existe violência em demasia! - Quer dizer, os políticos não estão sendo diferentes do bandidos quando surrupiam o dinheiro da educação, da saúde, isso por que estão matando o povo por falta de medicamentos, de médicos especialistas, profissionais capacitados na área pública e hospitais dignos, limpinhos para atender os nossos doentes e, sem educação, estão promovendo a criação de fabriqueta de bandidos. Não dá para ver sem vomitar a condição de nossos hospitais públicos. Pior que isso é quando sequer um médico se tem num hospital público para controlar a pressão arterial de alguém que sofre de algum problema de ordem cardiovascular ou cerebral. Não se pode calar diante desse descalabro. Quem bota a mão no dinheiro público da educação e saúde, é a mesma coisa que está traficando e matando gente na Rocinha, ou não camaradas!
QUEM TEM DINHEIRO - Para quem tem dinheiro, saúde e educação pode não ser um problema dos maiores e só morre ou não se forma, primeiro, se não tiver jeito de viver e não se forma, se for um relapso mesmo, caso contrário, sobreviverá a tudo isso e poderá ter uma das melhores educações se quiser. Não que esteja aqui se querendo o contrário com Pedro, filho do cantor Leonardo, mas se ele não tivesse dinheiro, a ponto de ser transferido num jatinho particular equipado com UTI, de Goiás para o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com certeza ele já teria morrido, mas a nossa torcida é para que ele se recupere, isso por que o fato de ser rico não vem a ser uma situação para que venha a morrer à míngua. Só se está aqui fazendo um paradoxo entre dois mundos diametralmente opostos. Se ele acaso fosse pobre, não estaria mais vivo, pois a depender de um hospital público, ele não teria aguentado passar por todo esse calvário que vem passando não senhor! - O que se quer é que a saúde dada ao rico seja igualmente destinado ao pobre, nada mais que isto!

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