QUEM REALMENTE SOU

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BUÍQUE, NORDESTE/PERNAMBUCO, Brazil
A VERDADE SEMPRE FOI UMA CONSTANTE EM MINHA VIDA.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

NA MATÉRIA DE HOJE, SE QUESTIONA A VISTA GROSSA E O OUVIDO DE MERCADOR DO GESTOR PÚBLICO, NA QUESTÃO DE OCUPAÇÃO DO SOLO URBANO ILEGALMENTE, ALERTA PARA OS PROBLEMAS QUE ESTÃO SE PERMITINDO GERAR PARA O FUTURO E DE QUE, NINGUÉM, NEM O EXECUTIVO, TAMPOUCO O LEGISLATIVO, ESTÃO DANDO UM PIO SEQUER, DIANTE DE TANTOS DESCASOS ADMINISTRATIVOS EM BUÍQUE, QUE APESAR DE CRESCER, CONTINUA SENDO O MESMO CORPO ALEIJADO DE GRACILIANO RAMOS, DESCRITO EM SEU LIVRO INFÂNCIA, E ALERTA O POVO PARA O ANO QUE VEM, NÃO COLOCAR NO PODER, QUEM NÃO TEM COMPROMISSO COM ESTE MESMO POVO. PARA ISSO, BUÍQUE DEVE FICAR EM SINAL DE ALERTA MÁXIMO!

SERÁ QUE BUÍQUE VAI CONTINUAR SENDO A MESMA CASA DE NOCA DE SEMPRE?


      Bem minha gente, não é nenhuma novidade, tampouco tem sido de hoje, que busco mostrar os descasos, desacertos e descalabros administrativos de nossos dirigentes políticos e com raras exceções, pelo que se tem percebido nos tempos pretéritos para os atuais, o povo vem aguentando, pelo visto, uma verdadeira negação e frustração de quem digitou um voto nos candidatos desses últimos anos. Não dá para acreditar que até o momento, não tivemos um dirigente político realmente comprometido com o povo buiquense e primordialmente, a preocupação com a coisa pública, por isso mesmo, é que no meu entender, Buíque na verdade ou sempre foi ou está sendo ainda mais, uma verdadeira “Casa de Noca”, como se costuma dizer no dito popular, porque ninguém está nem aí para o zelo, a responsabilidade que se deve ter para com o que é público, a “res publicae”, expressão latina que literalmente significa coisa do povo num regime republicano de governo, mas como aqui em nossa terra, pelo que tudo indica, quem manda é um primeiro-ministro, ninguém entende absolutamente nada, de quem é realmente o verdadeiro titular do poder, que do ponto de vista legal, é o primeiro mandatário, mas na verdade, sempre se fez ausente de nossa terra e dos problemas prementes de nossa gente, esta é a realidade e quem quiser contestar, que demonstre cabalmente por A + B, de que é do contrário. Quem na condição de alcaide do município vive mais fora do que no próprio lugar que dirige, não pode mandar em nada, saber de nada e de como conduzir as coisas como realmente se deve um dirigente político-administrativo, esta é a realidade que não pode e não quer calar.
    Só para se ter uma ideia do tamanho do descaso pelo qual o nosso município vem passando, ninguém está nem aí para a ocupação irregular do solo urbano, dos imóveis que são de propriedade do município, que estão sendo ocupados irregular e ilegalmente por populares, a exemplo da região da Palmeiron, da Lagoa do Sumidouro e de uma área no Bairro Frei Damião (Alto da Alegria), que foi cedida apenas com um bilhete do prefeito e, durma com uma dessas, o sujeito cercou toda a área municipal, fez desta um fabrico de tijolos de cimento e derivados e pelo que se sabe, ainda anda dizendo, se o prefeito quiser o terreno de volta, vai ter que pagar uma gorda indenização, só para demonstrar o tamanho do descaso e da falta de zelo para um bem público, isso porque, um simples bilhetinho mal escrito, deu o direito para, ilegalmente um cidadão ocupar uma área pública e que vai ser um problemão não para o atual prefeito, mas sim, para quem vier a sucedê-lo, resolver, isso se não for igual a ele, além de outras áreas ocupadas ilegalmente e que ninguém está nem aí para o que acontece com a “res publicae”, o que se constitui em crime de responsabilidade. Na época, então ainda assessor jurídico, a Vice-Prefeita, Miriam Briano, mostrou-me o tal bilhete e de imediato lhes disse, que a área não poderia ser ocupada com um simples bilhetinho do prefeito, mas que se ele quisesse atender um seu eleitor, que ao menos, para amarrar do ponto de vista legal, se fizesse uma concessão de uso através de um contrato em comodato, por tempo determinado e sem direito à indenização, acaso viesse a fazer alguma benfeitoria na área pública já ocupada pelo dito cidadão. Ora, não é dessa forma, com bilhetinhos de prefeito, que se administra um município, mas sim, dentro da legalidade positiva escrita na lei e todo administrador, por mais incauto que seja, tem o dever e obrigação de saber que tudo o que ele fizer tem que ser em conformidade com a lei, que o princípio da legalidade constitucional, inserto no art. 37 da Constituição Federal vigente. Mas como aqui, sempre foi costume de se dar terrenos, casas, etc e coisa e tal, aos amigos eleitores do peito, então o modismo para quem não tem em si o peso da responsabilidade, é de agir como se as leis não existissem.
    Ninguém pode negar que a nossa cidade está crescendo, isso porque à olhos vistos, todos disso tem conhecimento, mas se olharmos bem à fundo, a cidade está crescendo de uma forma desordenada de tal maneira, que fere os olhos de cada um que bem fixar o olhar para as construções urbanos construídas e as que estão em andamento, isso porque, não seguem, não respeitam os padrões exigidos para a ocupação do solo urbano, que na falta ainda de uma lei municipal, se deve ter como escopo, a lei federal de ocupação do solo urbano, mas como aqui, tudo pode, uma Lagoa como a do Sumidouro, que deveria ser recuperada, preservada como manda o zelo e a preservação do meio-ambiente, essa área está praticamente ocupada e a velha lagoa que já existia mesmo antes de Buíque surgir no mapa, está completamente entupida pelo lixo, dejetos humanos e todo tipo de sujeira que se possa imaginar, além de ser objeto de aterro por parte de algumas pessoas da circunvizinhança, que estão ocupando uma área também pública, de forma ilegal. Não que os menos afortunados da sorte não devam ter um lugar para morar, isso não, mas daí, é que se devem criar políticas públicas para ajudar essas pessoas que sequer tem um teto para morar. Mas o pior mesmo, é que muitas dessas áreas, são ocupadas por gente que não precisa, o que é ainda bem mais grave. O que não pode é ver tudo o que está acontecendo em Buíque, fechar os olhos, não está nem aí e deixar tudo acontecer como bem entender parte do povo, que mal-intencionada, ocupa algo que não lhes pertence de direito, só para no futuro, arredar o pé e dizer que daquele lugar ninguém lhe tira, criando um problema para ele mesmo, porque o que é público pode voltar às mãos públicas a qualquer tempo. A questão é a de que, quem mesmo ilegalmente ocupou uma área urbana e fez benefícios, se não contestada pela autoridade pública, pode perfeitamente ter direito à indenização do que fez no que de direito não lhes pertencia. Muitos até, já ocupam com essa intenção, a exemplo do cidadão que ocupou uma área lá no chamado Alto da Alegria. Então senhor gestor público, tenha mais responsabilidade dentro do cargo ocasional, que indevidamente você foi eleito pelo povo de Buíque para ocupar. Os senhores vereadores, que pelo visto fazem ouvidos de mercador, também são corresponsáveis por tais descalabros, desacertos e descasos administrativos, porque numa Câmara de Vereadores, que nunca deram um pio nesses últimos seis anos, então minha gente, na verdade todos nós buiquenses da gema, estamos jogados à nossa própria sorte, esta é a realidade em que vivemos no momento, mas enquanto isso, mesmo desordenadamente, sem que funcione o Plano Diretor, sem um Código de Postura, um outro de Obras, a cidade vai continuando a crescer como aquele mesmo corpo aleijado descrito em seu livro Infância, pelo grande escritor alagoano, que em nossa terra aprendeu as primeiras letras, Graciliano Ramos. Quando vamos sair de tantos descasos, ninguém pode prever, mas é melhor já ir pensando desde já, pois ano que vem tem eleições e devemos estar todos bem antenados para não colocarmos mais um aventureiro no poder.

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