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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

DIA DA CRIANÇA, FALAR O QUÊ?


  Não tenho muito pra contar de minha infância, porque a bem da verdade, diante das intempéries do tempo, não tive uma. Adversidades particulares à parte, mas não existe fase melhor na vida do ser humano, do que os tempos de criança, pela pureza, pela beleza, pela singelidade e pela inocência da vida. Tudo nessa fase é da mais profunda ingenuidade em que nada sabemos discernir da vida, a não ser o gosto pelas brincadeiras de criança, que de acordo com o estamento social em que se vive, cada um brinca com os instrumentos infantis que tem em mãos, como no meu caso particular, mesmo assim, ainda vive esse tempo, mesmo diante de agruras que passei.
  Nesta oportunidade, não gostaria de volta para o meu próprio ego e falar de minha infância perdida, mas sim, das tantas crianças que tiveram nesse período, um mundo de sonhos, de esperanças e que hoje são homens feitos e realizados, como não deixei de ser também. Não sei se cheguei a tanto, mas digo sinceramente, que estou feliz que o que fiz, com o que ainda estou fzendo e como estou. Mágoas passadas não movem moinhos. A gente tem que andar para à frente mesmo, sem entretanto, esquecer o pé que ficou lá atrás no passado, para que possamos nos firmar no presente e se possível, traçarmos o futuro, se é que este já não está no presente, em face de sua incerteza na vida, como se fora um flash de luz.
 Quem viveu uma boa fase de criança, acredito que não tem o que falar da vida, nem a gente mesmo que, apesar de tudo, mesmo assim, conseguiu realizar muitos sonhos, apesar da sofreguidão enfrentada lá atrás no decurso da vida de cada um, mesmo assim, poder-se-á dizer que somos sobreviventes de um trem da vida, que nos deixou numa estação segura, porque soubemos construir muito bem essa estação da vida.
 Sem mágoas nenhuma, porque a gente não deve carregar tristezas no coração, se bem que, existem lembranças que parecerem nunca cicatrizar, são intermitentes, mesmo assim, a gente tem que viver até aonde a vida nos levar, é este o caminhar de cada um de nós.
  Nesta data, o que mais queria era desejar a todas as crianças deste nosso país, do mundo todo, principalmente aos que estão na minha linhagem de geração, meus netos, Vitória, filha de Patrícia, Pedro e Samuel, filhos de Delsinho, Ester, Clarinha e Duda, filhas de Hémerson e, Heloíse, filha de Hélder, que vivam essa fase como se fosse única e a melhor da vida de cada um de vocês, porque é nessa época que estão passando por uma fase em que a inocência, a pureza da vida, deve prevalecer para que possam vir a ser o futuro das gerações que aos poucos estão desaparecendo, porque as crianças de hoje, são as que no futuro irão nos substituir e, pelo andor da carruagem, tem que viver bem esse período, porque ninguém sabe o que está por vir nessa incerteza de mundo. Por isso mesmo é que devem brincar o quanto puderam, porque esse mundo de sonhos virá mais dia, menos dia, a cair numa realidade que não será das melhores para ninguém.

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