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domingo, 13 de dezembro de 2015

DA VIDA À MORTE, SOMOS ETERNOS ENCLAUSURADOS - ESPAÇO POEMANDO - DOMINGO, DIA DE POESIA!

ESPAÇO DA POESIA


Nascemos sem pedir para nascer
Mas a vida é um ciclo natural
Naturalmente se vem para viver
Assim, simplesmente como pessoa normal.

Pode ou não ser fruto da imprevisibilidade
Produto de uma aventura do acaso
Com em sem alguma maldade
Ou da irresponsabilidade e do descaso.

Mas uma coisa interessante se observa
Quando na placenta está o feto
Tudo vem a se desenvolver e se conserva
Como fruto de mais uma vida com afeto.

Ao nascer se imagina de um invólucro liberto
Quando na verdade é pelas mãos dos outros que se vive
Com os devidos cuidados ou sem ninguém por perto
A lei da vida permite que a gente se desenvolve e sobrevive.

Tudo vai se transformando e crescendo
No caminhar com os próprios pés vamos aprendendo
Uma suposta liberdade, vamos conquistando
Porém o pior de tudo nesta vida, é que tudo é conspirando.

De um mundo em que suposta liberdade a gente tem
Que se cria uma falsa ilusão que se vai muito além
Entretanto é o fato de se embarcar neste trem
Onde ninguém sabe o que na frente se vem.

Se cria de tudo para alimentar uma doce ilusão,
Quer seja na criancice de tolices sem noção
Se coloca tudo em nossa imaginação
De que todos um dia se salvarão.

Mas na verdade tudo isto não passa de uma grande prisão
Em que sempre vamos nos encontrar na contramão
Dentro de uma redoma de limitação
Aonde ninguém vai além da própria imaginação.

Primeiro somos prisioneiros de um embrião
Depois de uma forte limitativa oposição
Não podemos sair do que nos ensinam ser a noção
Em que a sociedade cria regras por aclamação.

Na verdade em cada fase desta vida funesta
Não passamos de reles seres enclausurados
Vivendo uma vida inteiramente besta
Em que limitativamente vivemos dopados.

Anestesiados quando estamos na placenta
Anestesiados quando tanto se lamenta
Anestesiados por tudo que nos atormenta
Anestesiados por tanta demência...

Por isso mesmo não há como sair dessa clausura
Onde existe tanta frescura
Num mundo assim com tanta diabrura
A cova será a clausura da última ternura... 

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