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sexta-feira, 21 de maio de 2010

POLÍCIA E DESVIO DE CONDUTA

        
            Os jovens que são recruatados por concurso público, para serem policiais militares ou civis, não tem o menor conhecimento que realmente venha a ser segurança pública do cidadão comum, principalmente, o policial militar, que de um modo geral é sumetido a regras militares mais rigorosas, porém sem um treinamento mais adequado. Na verdade a polícia militar tem o dever e obrigação do cuidado da população na questão de segurança preventiva e represssiva e, na questão da polícia civil, está mais afeta à questão administrativa de polícia judiciária, isto é, tomar contra do detento ou do preso, investigar, e eleborar os inquéritos policiais e dar início aos autos de indiciamento ou não, a depender das apurações que deveriam por dever e obrigação fazer de forma minuciosa e séria e mandar para a Justiça para que o indivíduo seja denunciado ou não pelo Ministério Público e se iniciar o processo ou não, a depender do MP.
           A bem da verdade, nem uma nem outra polícia está preparada devidamente para dar segurança à população. Primeiramente, sequer respeitam a Constuição Federal, pois quando extrapolam dos seus deveres e obrigações, prendem, arrebentam, torturam e matam sem nenhum critério e de forma impiedosa, como se tivesse matando um bicho. Pior ainda, procuram sempre alterar ou plantar provas para incriminar alguém, quando cometem um erro crasso para livrar a cara do militar que delinquiu, com a colaboração dos colegas, afinal de contas, o sentimento é de corporativismo. Invadem a residência alheia sem mandado ou autorização judicial, como se fossem eles mesmos, de forma truculenta e arbitrária a própria lei ou a lei do mais forte. O policial, na realidade, deve ser melhor preparado, pois não é só dando continência à oficial que faz do militar um soltado disciplinado. Ser policial, é ir muito além do que uma mera continência a um superior, é ser educado e bem preparado para dar a devida segurança que a população merece na qualidade de cidadão de bem e protegido constitucionalmente contra todo tipo de transgressão da lei e da ordem.     
            Na esfera da polícia civil, o que percebemos também, é que em determinadas delegacias, se faz um balcão de feira de mangaios, aonde o polícial, juntamente com o detido, chega a negociar a sua própria soltura ou até mesmo a amenização da prática delituosa, ou ainda mais, até provas incriminadoras são capazes de plantar para incriminar alguém que não se dobra às suas vontades de dono do pedaço e dirigente da situação do sujeito preso em flagrante ou por determinação judicial. Realmente, não digo que não existem policiais dignos e sérios, mas uma grande parte peca pela negligência, ineficiência, despreparo e pela corrupção. No meu mister de advogado, tenho observado no decurso da minha vida policial, que é muito arriscado alguém acusado de cometer algum delito, se apresentar sem advogado. Sem advogado o indivíduo geralmente é humilhado, detratado, coagido e até pau no lombo pode levar. Agora, quando o indivíduo vai acompanhado de um advogado, a coisa muda de figura, o tratamento dispensado é outro.
            Outro fator de suma importância também, é o mísero salário que se paga ao policial para ser submetido a um mister muito perigoso, sobretudo em cidades como o Rio de Janeiro, onde se ganha a bagatela de mil reais por mês, para está submetido a toda horda de bandido. Por isso mesmo, é que o policial confunde furadeira com metralhadora e mata; confude suspeito com traficante perigoso, e tome bala, mesmo assim, ainda existem muitos que cumprem o seu dever e obrigação consoante as regras impostas pelo Código de Conduta dos Militares. Agora ganhar mil reais, não implica em dizer, que vá por aí predendo, arrebentando e torturando quem quer que seja, sem nenhum critério. Também não se justifica ou pode até se justificar, a ocupação paralela de um outro emprego ou de que participe de alguma milícia para aumentar os seus soldos salariais para manutenção de suas famílias. Cada qual na vida, só faz o que quer e ninguém é obrigado a ganhar mil reais e fazer o que por lei é proibido e, portando, considerado crime. Aí sim, o policial deixa de ser policial para ser bandido também. Outra mais, tenho observado que salário não é o principal indicativo da conduta de quem quer que seja, pois tem gente graúda, ocupante de altos cargos na esfera do poder, que é tão ou mais corrupto do que um simples soldado de polícia. A corrupção é uma questão de caráter, de formação de cada cidadão, entretando, em nosso País, até parece que ser corrupto é ser correto, pois todo mundo tapa os olhos, fecha a boca e tapa os ouvidos, com relação ao desonesto, pois estamos vivendo tempos em que a conduta digna e reta do cidadão nada ou quase nada está valendo, é esta uma realidade da qual não podemos nos afastar.

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