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BUÍQUE, NORDESTE/PERNAMBUCO, Brazil
A VERDADE SEMPRE FOI UMA CONSTANTE EM MINHA VIDA.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

ENQUANTO ESTAMOS INTROSPECTIVOS, O MUNDO GIRA À NOSSA VOLTA, MUITAS COISAS ACONTECEM E POUCOS PERCEBEM O QUE DE VERDADE ESTÁ ACONTECENDO

A VIDA – Ninguém sabe da vida de ninguém. Nem mesmo do vizinho ao lado se sabe o que verdadeiramente acontece. Esse mundo desumano em que vivemos, o que tem prevalecido para a sociedade, é o que objetivamente se joga para ela. Os valores humanos foram colocados de lado, em detrimento daquilo que querem que se faça acreditar. A vida do ser humano, pouco ou nada está significando e nos apercebemos que a valoração do bem maior que é a vida humana, está sendo colocado em segundo plano.

FAZER PARECER – O que acontece com a natureza humana, é o fato de que a cada dia que se passa, o bastante é fazer parecer o que não é de verdade, desde que apareça alguém para assumir o papel do pecador, do Cristo que foi crucificado na cruz. Não importa saber quem é quem no seu mais puro introspectivo do que realmente é, mas sim, o que objetivamente a sociedade está apontando o seu dedo sujo e fazendo de você o ser que você não é, e que jamais o foi ou será. Nesse caráter social desumano e cruel, é que a sociedade atual está caminhando. Parece até que do ponto de vista filosófico, estamos retrocedendo há um longínquo passado onde os fatos naturais eram confundidos com os fatos humanos e assim, a responsabilização era de qualquer um que mesmo não intencionalmente pagava pela culpa de forma insana e cruel.

DENTRO DE CADA UM – A verdade não está e jamais esteve dentro daquilo que a sociedade faz parecer que seja, numa suposta realidade introjetada objetivamente no meio social onde se vive, e faz com que da suposição se torna em realidade palpável, quando os fatos verdadeiros e reais, estão dentro de cada um de nós. Ninguém pode penetrar dentro da verdade e da realidade de vida no mundo intrinsicamente particular que só pertence a cada ser humano de forma individualizada. Apontar o dedo para alguém e fazer valer a mancha do dedo sujo de quem apontou, é cometer uma atrocidade brutal e distorcer a realidade neste mundo em que vivemos.

OS AMIGOS – Quando nos apontam o dedo sujo, mesmo diante de uma afronta irreal fruto de uma determinada circunstância da nossa vida, os primeiros a se afastarem são os amigos. Aliás, amigos se podem contar nos dedos. Em certas ocasiões eles se desviam da gente, torcem o nariz, nos vêem e fazem de conta que não olharam. É assim a vida. Na verdade, de amigos mesmos de fé, só podemos contar com um seleto grupo, a família mais chegada e alguns poucos, se é que se pode contar com “esses alguns poucos amigos”.

NUNCA DESISTIR – Por mais que a vida lhe aparente cruel, nunca e jamais se deve desistir, pois vai chegar um determinado momento de triunfo. Também não se pode entregar, porque forças sempre vamos de alguma forma encontrar. Tenho dito com toda certeza, que essa força está dentro de nós mesmos, basta que olhemos bem fundo, para dentro da gente para que o fortalecimento apareça e possamos lutar, lutar em várias frentes de batalhas e chegarmos enfim, a vencer a guerra. Aprendi que nada na vida, nem tudo é desprezível, como que por acaso, pois por tudo que passamos, um dia há de vir bem melhor como forma de compensação pelo que de amargor passamos no caminho da vida.

SE TRISTES ESTIVERMOS – Por vezes nessa caminhada, nos sentimos esmorecidos, taciturnos, cabisbaixos, quase nos afundando no poço, mesmo assim, devemos encontrar ânimo de alguma forma, força em outra força maior que a nossa e bem maior do que nós mesmos e, na luta, na perseverança, levantar a cabeça, nos alegramos nessa caminhada para que possamos chegar no final como bons guerreiros e grandes vencedores. Quem na vida não sofre, não passa por desânimos, por situações de malquerenças, de abandono, é porque passou pela vida e não aprendeu que a vitória só se alcança em meio às adversidades da vida. Lutar deve sempre ser uma constante de vida. Esmorecer e desistir, jamais se deve ter como mote para que possamos continuar o que a vida nos permitiu iniciar ao nascermos.

A MISSÃO – Até parece que na vida, muitas das coisas que nos acontecem, se apercebem posteriormente, como se foram fatos engraçados, porque foram ultrapassados e tirados de letra. Nesta vida tão cheia de problemas, de conturbações, muitas coisas se podem enfrentar, umas são peças que a vida nos prega, entretanto nem por isso são eles insolúveis ou impossíveis de serem resolvidos. Para tudo existe uma solução. Tem que haver, pois só de uma coisa não podemos nos livrar, que é o fato fenomênico natural que é a morte, que em síntese, é o fim de tudo no lapso temporal de linha da vida.

O ACASO – Pode-se aperceber que em grande parte da vida da gente, as coisas acontecem como por acaso, aparecem sem mandar recado e circunstancialmente sem que tenhamos esperado que viessem a acontecer. Se o acaso acontece, o problema é como resolver o acaso que na vida veio a aparecer sem que estivéssemos esperando acontecer, mas se o acaso veio, por acaso apareceu em nossa vida, o jeito é termos a coragem suficiente para enfrentá-lo de frente, olho no olho, cara à cara e ultrapassarmos as barreiras impostas por forças opostas que aparecem como pedras no meio do nosso caminho.

NAVEGAR – Não se pode nunca desanimar na vida, pois enquanto forças tivermos a nos confortar, navegar é preciso. O barco tem que ser remado com destemor, sempre seguindo em frente, para que as águas límpidas aparecem cristalinamente, sejam alcançadas, e as turvas, ultrapassadas. Disse o poeta que “viver é preciso, navegar não é preciso”, mas para mim, tenho dito que tanto viver e navegar, é uma conjugação que se deve fazer num mesmo sentido de se dar um maior valor ao viver de cada ser humano que almeja sempre um mundo melhor, mais igualitário, humano e que se volte para o bem-estar de todos nós e acima de tudo, que sempre prevaleça a verdade.

PORTO SEGURO – O importante de tudo por que passamos na vida, é sempre nessa luta, nessa garra de enfrentamento das dificuldades, é de sempre se chegar a um porto seguro, onde possamos viver com tranqüilidade e fazermos o bem sem olhar a quem. Fazendo isso na vida, acredito que já se pode dizer que passou pela vida e foi um herói, pois nascer, viver e morrer, são fenômenos naturais do ciclo da vida, e a única certeza mesmo inconteste que temos, é a morte. Então fases que na vida se possa ter que suportar, temos que viver e fazê-las com que aconteçam da melhor forma de como se aproveitar para nós mesmos e para os nossos irmãos, nossos semelhantes, pois ao chegarmos ao porto seguro, com certeza podemos dizer que vivemos a vida por inteiro e nos realizamos verdadeiramente em nosso viver. 

Um comentário:

Além da Sujetividade Perdida disse...

Prezado Manoel Modesto, é com satisfação que leio os textos publicados em seu blog. Gostaria de expressar meus votos de parabenização pela iniciativa em manter um veículo de informação em nossa região. Sou tupanatinguense de corpo, alma e coração. Sinto-me um pouco buiquense pelas amizades que cultivei nessa cidade querida. No momento, estou vivendo na Bahia, mas não consigo deixar de estar antenado aos acontecimentos de minha região. Iniciativas como seu blog e, cito aqui também, com muito orgulho, o blog Conexão Cultural (dos amigos Zé de Nica e Edezilto) contribuem de maneira ímpar para a construção de um espaço de reflexão para nossa população. Sinto-me feliz em mesmo estando um pouco distante, poder estar em sintonia com os acontecimentos tão bem divulgados nesses blogs. Desejo muito sucesso e, mais uma vez, parabéns.

Atenciosamente,

Prof. Dilson Cavalcanti
Vice-coordenador de Pós-graduação (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia)
Membro do comitê editorial da Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM/BA)