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BUÍQUE, NORDESTE/PERNAMBUCO, Brazil
A VERDADE SEMPRE FOI UMA CONSTANTE EM MINHA VIDA.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A FORÇA QUE VEM DE DENTRO DE CADA UM DE NÓS

          
           Em certa fase da minha vida, andando sem rumo, atônito, desesperado e chorando muito dentro de mim mesmo, perambulava sem saber para onde ir. Não sabia se falava com alguém e contava da minha sofreguidão, se entrava numa igreja para rezar aos céus, se entrava num templo para pedir ajuda a alguma divindidade, se buscava um pastor para que orasse por mim, enfim, não sabia a quem realmente procurar. Por fim, mesmo cético, resolvi entrar num bela igreja banhada de ouro, em estilo barroco, antiga e rezei aos pés do Senhor Morto, cheguei mesmo a verter lágrimas dos olhos, mesmo assim, ao terminar minhas orações, saí da igreja e tudo continuava o maior reboliço de aflição dentro de mim; então mais na frente, encontrei uma igreja protestante, busquei um pastor, que com a mão em minha cabeça, balbuciou como quem fazia alguma prece forte,  uma oração, e terminando por dizer que eu poderia seguir meu caminho que estava curado; saindo logo depois, a aflição em minh'alma era tanta, que parecia que de nada adiantava as rezas e orações e resolvi então, me aconselhar num pomposo templo oriental, onde um homem franzino que parecia mais um mestre sábio, que pacientemente me ouviu e disse-me que eu estava com a alma um tanto quanto perdida e que devia me purificar através de algum mantra oriental para poder ficar de alma limpa e seguir o meu caminho em paz; de nada também me adiantou esse aconselhamento e essa conversa mantida com o mestre que mais parecia budista e, por fim, relatando os meus problemas a uma pessoa conhecida, ela me mandou que eu procurasse ajuda na psicoterapia, que certamente, me daria um jeito, que meu problema maior estava na alma, era uma questão de subsconsciente confuso e a pessoa indicada para cuidar de mim seria um psicólogo ou psicoterapeuta. Não tive dúvida, fui de logo procurar um profissional dessa área e começamos a fazer as sessões de análise dos meus problemas que tanto afligiam a minha alma, mas com cinco ou seis sessões, sentia que também aquilo em nada estava me adiantando para resolver os meus problemas aflitivos e terminei por não mais procurar o psicólogo e deixeu que o tempo se encarregasse da minha doença aflitiva d'alma. Estava por chegar à conclusão que os meus problemas eram intrisicamente do fundo de minha alma, do meu eu ontológico.
      O tempo foi passando e eu pensava, imaginava e os meus problemas do interior subjetivista, persistiam, parecia até que ficavam ainda mais encalacrados na minha alma e pelo visto, não tinha jeito mesmo de resolvê-los em minha vida. Certo dia encontrei alguém que pensei que seria a pessoa indicada para resolver todos os meus problemas. Ledo engano. Aí foi que eles pioraram de vez a ponto de sair vagueando no espaço e no tempo, sem ter vontade de comer, de alimentar o meu corpo e minha alma e saia à esmo sem saber para aonde ir ou chegar. Não tinha rumo. Sentia-me realmente perdido, como um ser humano em frangalhos, em que nada mais na vida me restava, a não ser a sarjeta, o total menosprezo pela vida e pronto. Era um caso perdido. Não tinha mais jeito nem solução, a ponto de tentar desistir de tudo, até mesmo da vida. Que coisa, por que da vida, o bem mais precioso que temos, hem? - Ah!, não! - Da vida jamais poderia abrir mão, pois sendo o que de mais importante temos, como poder desprezar a nossa própria vida? - Não,  isso não! - Pensava comigo dentro do meu próprio eu ontológico. Logo eu, que sempre fui um sujeito tão otimista, sonhador, visionário por um mundo melhor, como querer desistir naquele ponto, hem? - Não, isso não vou fazer! - Tenho que encontrar as forças que preciso dentro de mim mesmo para superar todas as dificuldades, dores e sofrimentos pelos quais passei. Não posso capitular diante de tentações tortuosas e que nada resolvem a vida de ninguém!
          Foi aí que aos poucos procurei buscar forças em mim mesmo, tendo o gosto por minha própria vida, dando um outro rumo, valorizando o que sempre gostei de mais fazer, vendo ao meu redor o sofrimento de tantos e por vezes até, me colocando no lugar daquele que sofria mais do que eu e foi aí que descobri, que na verdade, em comparação a muita gente, eu não passava de um simples grão de areia diante de tanta dor e sofrimento alheios e então procurei buscar o meu rumo, valorizar a minha vida, mesmo que vez por outra ainda tropeça, não posso capitular de uma dádiva divina em que a força a gente busca e encontra dentro da gente mesmo. É essa força que deve alimentar o corpo e alma da gente e dar a continuidade do viver, do crescer e da valorização da vida como ela deve ser, sempre procurando fazer o bem sem olhar a quem, deixando sempre de fazer o mal, quando chegares diante de uma situação em que o bem não estejas em tuas mãos. É assim que encontrei o alimento para me fortalecer, a seiva para beber e no mistério do mundo à minha volta para me dar a devida segurança de que sempre existirá algo maior para nos dar a força que queremos e que buscamos na vida.

Um comentário:

Buíque Opine disse...

Que exagero esta imagem.