Não se dá para medir quão desleal tem sido a militância advocatícia, principalmente por que existem muitos profissionais, muitas faculdades fabricando bacharéis, como se foram ramos de brinquedo e com isso cada vez mais o advogado fica à mercê da desvalorização da advocacia. Existe uma tabela que os mais novos, os que estão entrando no mercado como feira de "mangaios", fazendo um jogo sujo de concorrência e desmerecendo os profissionais mais tarimbados com uma concorrência desleal, e prometendo à clientela ilusões impossíveis de serem realizadas. Na advocacia praticada com lealdade não existe essa de fazer milagres, mas sim fazer a coisa como manda a lei e dentro do possível do que se pode fazer, sobretudo com uma Justiça lenta e detentora de uma burocracia paquidérmica em que nada funciona como o esperado. É fácil se formar, tirar de letra em poucos casos, a prova da OAB, para poder ter o direito de se inscrever como advogado, e passar a ser chamado de doutor, o que pode ser mais uma tarefa mais difícil, no entretanto, os profissionais que estão entrando no mercado, que já se encontra por demais encharcado, estão deixando a desejar com a concorrência desleal que os novos vem praticando para derrubar os mais antigos.
Existe uma tabela emitida pela própria Ordem para que o advogado por ela, possa ter uma orientação do mínimo que se pode cobrar de honorários nas causas que patrocina, mas não, ninguém não está nem aí para a tabela da OAB. O preço é aquém da tabela limitativa da Ordem e se algum advogado cobra xis para defender ou patrocinar determinada causa, alguém mais na frente, cobra a metade e com isso quem sai perdendo são os mais antigos, os que militam há mais tempo no mercado do profissional da advocacia. Isso é uma grande falta de lealdade e desrespeito à ética profissional. Não se dá para entender o fator da falta de respeito aos colegas por parte de muitos dos advogados que estão entrando no mercado e, em parte também, dos que já estão há muito tempo. Com isso camaradas, todos perdem, isso porque o novato pode está vendendo gato por lebre, advogando sem justa causa ou até mesmo fabricando fatos impossíveis de se realizarem, e colocando para baixo os mais experientes, esta é a verdade nua e crua. Existe também os que tem por trás de si, agenciadores ou pessoas da própria Justiça para influenciar no comando de causas e isso não pode acontecer em respeito à Ética do verdadeiro Advogado.
Ora, se a coisa já está por demais difícil, para que essa deslealdade profissional, hem? - Tem mais, ainda existem àqueles maus profissionais da advocacia que entram na causa de outros sem sequer pedir licença ou sem o necessário substabelecimento do patrono principal contratado em primeira mão pelo cliente. Esse é um dos fatores que se precisa colocar ordem na casa, inclusive, se for o caso, representando no Conselho de Ética da Ordem, para que cada um passe a respeitar o colega de profissão, pois desse jeito não dá para continuar. Tenho pleno conhecimento dos que se iniciam na arte de advogar. Não é nada fácil, mas até aí tudo bem. O problema a ser coibido é justamente para que os que se iniciam ou uma parte dos que já estão no mercado há um certo tempo, passem a se corrigir e respeitar o próprio Estatuto da Ordem dos Advogados, principalmente a própria ética, para que possa finalmente andar corretamente no que se diz respeito aos direitos e prerrogativas de cada advogado.

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