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domingo, 1 de julho de 2012

MÁGOAS DA VIDA CICATRIZAM, MAS ÀS VEZES ELAS SANGRAM COMO UM RIACHO SECO


    Por toda nossa existência, toda a nossa vida, passamos por bons e maus momentos. Existem lapsos temporais na vida de cada um da gente em que somos magoados, machucados, vilipendiados e execrados ao extremo aos recantos do mundinho onde vivemos, mundinho este que faz questão de magoar as pessoas mesmo sabendo que elas não mereciam sofrer coisa alguma em nenhum momento da vida, mas as pessoas acham que todo mundo é um pecador nato e por isso mesmo deve pagar pelo mau-feito que supostamente fez, mesmo que não passe de uma ilação na mentalidade de determinadas pessoas. É assim que a vida caminha. Como seres humanos ordeiros, sofremos por momentos, para, num outro, esquecermos das mágoas e injustiças das quais fomos vítimas injustamente, mas no continuar, no caminhar da vida, as veias sempre se abrem e sangram como um riacho seco que só corre água sazonalmente. As mágoas pelas quais passamos na vida são também como um riacho seco.
       Das piores mágoas que pela vida passamos, são àquelas que advém do próprio seio de pessoas que estão mais próximas do indivíduo. É duro ser magoado por alguém que sempre esteve lado à lado com o sujeito, mas como as águas do rio correm para o mar incessantemente, também a vida deve continuar nesse diapasão e resta sempre lembrar que o tempo é o senhor da razão, e as feridas abertas de certa forma, para os que são ou aparentam ser fortes, cicatrizam, mas como os rios sazonais, às vezes elas se abrem e sangram para dentro, no interior ontológico de cada uma das pessoas que já passaram por algum momento crítico em sua vida. A dureza maior que se pode encarar, é sofrer, ser magoado por alguém que você jamais esperou que chegasse a machucá-lo, que sempre jurou fidelidade e às vezes é até fruto das suas próprias entranhas, aí sim, é que a dor é ainda maior de se suportar. O interessante a se observar no ciclo de vida dos seres humanos, é que como se fôramos uma semente que se planta, nasce a plantinha, se torna árvore, mas ela grande, já não pode mais ser dominada por quem a plantou, isso porque a sombra que dela vem vai acobertar outras pessoas, muitas das quais sem até merecer receber o frescor da sombra daquela árvore que se plantou. Assim como a árvore são os seres humanos, principalmente os que são direcionados para o dom da ingratidão.
      Quantas vezes somos magoados e esperzinhados sem merecermos, hem? - Quantas não são as vezes que sofremos nesta vida por alguém que jamais esperávamos sofrer? - Por quantas mágoas temos que na vida passar desde o momento em que se nasce, em tenra idade e até o fim da vida? - Será que a vida de cada um de nós tem que ser assim? - Não, acredita-se que não, porque não podemos passar toda essa odisseia de vida sendo magoados e sofrendo por algo ou alguém que sequer está se lixando para a gente, mas como somos seres humanos dotados de sensibilidade, coisa que não é uma característica de todos, devemos aprender a superar todas as dificuldades da vida e mudar os baixos pelos altos astrais da vida, afinal de contas, de que vale a vida se não aprendermos a domá-la e vivê-la da melhor maneira possível, hem? - Embora as veias das feridas cicatrizadas possam ser reabertas, mesmo assim devemos seguir o nosso caminho usando da sapiência, da paciência, da serenidade e da paz interior que deve sempre existir dentro de cada um de nós.     

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