Nem sempre nós, seres humanos vulneráveis, estamos envoltos por uma planície ou um caminho de lírios do campo, pois existem vários empecilhos a se postar em nosso caminhar e às vezes, como é difícil ultrapassar determinadas barreiras que aparecem em nosso caminho. Numa passagem bíblica no Livro de Mateus, ele alude para uma lição de fé que diz:
“Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?
Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam; e eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.
Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?”
Esta passagem bíblica do Livro de Mateus é um bálsamo para acalmar a ansiedade em que vivemos, certamente com justas causas. Mas como deixar de ter preocupações diante das nossas necessidades básicas como alimentação, vestimenta, moradia, entre tantas outras, mesmo tendo amparo do nosso Deus?
Por isso mesmo é que viver é um eterno sofrer, não que seja um sofrimento em vão, mas ele existe justamente para justificar os percalços da vida que cada um de nós tem que enfrentar, senão não precisaríamos trabalhar, nos preocupar com a criação da família composta de filhos e netos, que sempre vão surgindo ao longo do nosso viver e nas várias gerações a nos suceder. Não fosse isso viveríamos num paraíso aonde não teria o homem que em nada se preocupar, pois o Senhor meu Deus Todo Poderoso, de tudo cuidaria, mas as coisas humanas e terrenas não são como os lírios do campo, que vestem uma área de terra com a mais singela e pura beleza, mas não serve como fonte de alimento, tampouco de vestimenta para o ser humano, como bem ensina Mateus sabiamente em seu livro. Então que há de ser senão a luta de vida e de sofrimento de nós reles seres humanos? - A luta tem mesmo que ser dura e sofrível para se conseguir sobreviver e nem sempre seguimos as regras da vida e por isso mesmo aparecem os entraves, os percalços que temos que enfrentar no lapso temporal do caminhar da vida de cada um de nós.
Olhai para os lírios do campo e dessa vastidão de beleza, tirai cada um a lição de vida para que possa enfrentá-la da melhor maneira possível, sem fazer o mal a ninguém e se o bem não fizer, que não lhe caia a vontade intencional, consciente e dantesca de sempre fazer o mal, como acontece com muitos dos seres humanos que nos rodeiam. Aliás, existem pessoas que nem se pode mesmo chamar de humanos, pois estão mais para diabólicas bestas-feras que se espalham mundo afora. Quando o homem nesse mundo com mais de sete bilhões de vidas, tergiversar para cometer atrocidades, maldades as mais indescritíveis possíveis, é porque ele veio a este mundo não para ser mais um elo de paz, amor e de bondade, mas sim, para voluntariamente praticar o mal e dele, em muitos casos, jamais deixar de fazê-lo, isso por que a maldade é uma das qualificadores da sua vidinha pobre de espírito e medíocre, que não tem o menor valor no meio onde esse tipo de gente vive. O homem não foi criado por Deus para cometer atrocidades e sempre fazer o mal, muito pelo contrário, quando se nasce, quem poderá predizer o futuro caminhar ou o caminho da semente que vicejou para o mundo, hem? - Em muitos casos, o homem é fruto do meio onde nasce, cresce, vive, faz a sua tarefa em vida e depois morre para nunca mais voltar. Alguns acham que o mal já está incrustado no próprio DNA dos que sempre praticam o mal. Pode até ser, mas não se pode dizer que um nascituro já é mal por natureza. É assim o ciclo da vida e a única certeza que vamos ter é mesmo num determinado momento, é mesmo a vida ser ceifada de uma cacetada só e ponto final. Daí não se justificar viver uma vida toda de sofrimento e dor e depois, não ir para lugar algum. O bom seria alimentar em vida, que da morte todos procuram se arredar e no mínimo encontrar um caminho, um viver em paz e harmonia num verdadeiro campo coberto de lírios para termos no final a nossa verdadeira paz do que de bom em vida procurou plantar.

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