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quarta-feira, 4 de julho de 2012

O PERIGOSO MUNDO DA SEGURANÇA PÚBLICA E A BANDIDAGEM SAGAZ E CRUEL


    Fazer segurança pública neste País se tornou uma tarefa extremamente perigosa, mesmo assim, os jovens, à falta de opção buscam encontrar um lugar ao sol nesse setor. Perigosa porque os que passam a fazer parte desse segmento importante para dar segurança à população, muitos deles a partir daí se acham com o poder de "autoridade", e passam a se achar com mais força e esbanjam força por ter o direito de portarem uma arma ou agem por vezes com arbitrariedade por qualquer tolice ou uma briguinha qualquer de rua. Perigosa também, porque ficam na mira da bandidagem de todos os matizes, e não é à toa que muitos dos que integram as forças de segurança pública estarem sendo vítimas sagazes, sem contemplação da bandidagem que estão matando pessoas inocentes sem a menor justificativa, só pelo fato de pertencerem ou à polícia militar, polícia civil ou até mesmo um agente penitenciário. 
     Por isso mesmo é mais do que necessário se repensar as nossas forças que cuidam da segurança da população, que também está infensa e indefesa diante da sagacidade, da periculosidade que representa a bandidagem em todos os recônditos do Brasil. Também existe o lado negro das forças de segurança pública, quando alguns dos seus membros por alguma razão se corrompem e passam a integrar grupos de extermínios, praticar os mesmos delitos dos bandidos e se igualaram à bandidagem, quando o papel precípuo de tais forças é o de dar segurança à população que deseja trabalhar e viver em paz. O  problema ainda de algumas dessas forças que integram esse segmento, é que se corrompem com o sistema que em muitos casos passa a se contaminar pela árvore dos frutos envenenadas. Às vezes até, na sociedade civil, o sujeito tem um comportamento reto, honesto e digno, mas é entrar em algumas dessas corporações, que se deixam contaminar pela árvore de tais frutos envenenados. Uma das razões pode até ser de cunho salarial, isso porque as forças policiais e de segurança, diga-se de passagem, ganham salários de fome; outra é de que em muitos casos a corrupção já está encrustada na própria cabeça do indivíduo, só restando o sistema dar um empurrãozinho. Se por questão salarial, não se justifica em muitos casos, por exemplo, um policial federal se deixar corromper, isso porque ganha um salário invejável em comparação com os demais integrantes das forças públicas, ou até mesmo um juiz de direito, mas isso são fatos públicos e notórios que aqui, acolá acontecem, porque a mentalidade corruptiva faz parte do ser humano.
       A verdade é que, sem dúvida alguma, algo tem que ser feito no sentido de reformular todo esse sistema de segurança, senão ninguém sabe aonde se vai parar, porque já chegamos ao extremo da insegurança pública. Na verdade seria de bom alvitre começar pelo princípio de que todos os membros integrantes da segurança pública devem aprender em primeiro lugar a respeitar piamente a Constituição Federal de 1988, sobretudo no quesito dos direitos humanos, por mais bárbaro que tenha sido o fato delituoso cometido, afinal de contas, não se contam as arbitrariedades que são praticadas por quem de forma despreparada passa a usar uma arma, que deve ser encarada como um instrumento de trabalho e não de força e poder. Na maioria dos casos se age com extremo abuso de autoridade, que qualquer um pode ser vítima de tal vindita vinda de quem deve proteger a população ordeira. Claro que existem os casos em que o bandido a ser abordado reage, aí sim, é que se deve usar a força dentro das proporções permissíveis, senão deixa de existir o Estado Democrático de Direito e se passa a conviver num estado despótico e essa não é a função maior das forças públicas, que em muitos casos também, assim como a bandidagem, tem praticado barbaridades. Portanto, camaradas, é mais do que urgente e necessário se repensar a nossa segurança pública. Jovens podem até fazer um concurso público para ser um membro das forças públicas, mas muitos deles, não estão nada satisfeitos e permanecem nesse segmento mais por falta de empregos para os nossos jovens do que por idealismo e convicção de se estar prestando um serviço à população ordeira e pacífica, sendo que, os que agem corretamente, em muitos casos não tem o seu devido reconhecimento chegando até mesmo a serem engolidos pelo próprio sistema do qual fazem parte.

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