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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

OS DIAS NUM VÁCUO QUE VIVI, FINALMENTE TERMINARAM


    Esses dias que se passaram para mim, nada significaram, pois vivi praticamente num vácuo infindo. Para não dizer que não saí da minha reclusão voluntária, só vim a sair mesmo no domingo próximo passado, assim mesmo, para jogar conversa fiada fora, na chácara de um amigo meu, no Barro Preto, e só. Nada mais que isto. Carnavais infelizmente, verdade seja dita, não fazem mais parte de minha praia. Tanto faz como tanto fez. Talvez são os entornos da vida, quem sabe ou de que tenha mesmo chegado o tempo de ter ancorado no mar da calmaria. Acho que não é bem assim, mas é assim que me sinto. Digo mais, quando termina uma festa de tanta bagunça, tanto exagero, tanta violência por aí afora, me sinto aliviado. Verdade! - Não estou jogando chorumelas parra ninguém. Estou dizendo a mais pura realidade a que cheguei em minha vida. Carnaval para mim, é como tantas outras festas que não mais me atraem de jeito nenhum. Antes, ainda na flor da idade, ficava ansioso quando chegava a proximidade de alguma festa de época. Hoje não mais. Não que tenha me perdido no tempo ou morrido por dentro. Isto não! - A questão é a de que, cada coisa a seu tempo e, pelo visto, o meu já se deu por terminado. Sei que não vou parar até o último minuto de minha vida. Lutar como sempre foi o meu forte, vou continuar. Agora as festas das quais tanta me alegrava e delas usufruía, agora pelo visto, todas perderam o sentido para mim. 
   A vida é um caminho, que na medida que vamos avançando no caminhar, os nossos passos vão ficando mais lerdos, lentos e não interessa mais caminhar tanto à passos largos, pois no final de contas, todos já sabem de per si aonde vai se chegar. Não é só o caminhar ou caminhar por tanto tempo, que não é nem tanto assim e depois passar a andar na lerdeza de um cágado e depois parar de andar de vez. É uma triste realidade, mas é este o inexorável gran finale a nos esperar no final da estrada da vida. Quem puder que a curta como bem entender. Pouco importa se fanfarrão, beberrão, os escambau, mas a curta intensamente como se fosse viver o último dia, pois vai chegar um determinado ponto neste caminhar que as coisas vão entrando num grande desvalor que parece que nada mais passa a fazer sentido. Então minha gente, que cada um aproveite, claro, dentro de determinadas limitações, o quanto puder nesta merda de vida, pois quando se chega a certo ponto da linha do tempo, a gente vai vendo que tudo que se fez parece não ter valido muito à pena, mas nem por isso devemos desanimar ou nos arrependermos pelo que fizemos. Só devemos chorar pelo leite derramado por aquilo que deixamos de fazer e não conseguimos. É isso que nos leva para o fim da estrada com uma grande frustração no peito quando ele estanca de vez e deixa de jorrar o líquido vermelho da vida.
     Mas algum sentido deve ter nessa porra de vida, senão para que viver? - E se a vida é tão curta, por qual razão não aproveitar o quanto puder e como quiser, hem? - Se esta porcaria de vida é para se chegar a absolutamente nada, então nada do que se viveu valeu à pena, esta é a mais pura realidade com a qual nos deparamos. Portanto camaradas, nada mais justo do que haver alguma justificativa para estarmos aqui nesta porra de mundo, isto porque, se formos pensar demais, terminamos por ficar loucos, então melhor não pensar e farrar pra valor o quanto puder e priu! - Acabou mais um carnaval para mim, mas para outros, muitos ainda virão. Não mais tenho afeição por carnavais, mas para outros, se trata da melhor festa do mundo e isto, tenho que respeitar. Para quem se esbaldou pra valer nesses dias de festa, hoje nada mais resta do que alguns amores conquistados, vividos feito um relampejar e o pior de tudo, a curtição de uma grande ressaca de deixar o sujeito sem fôlego, sem ânimo

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