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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O PODER MIDIÁTICO É BASTANTE E SUFICIENTE PARA DIMENSIONAR FATOS E ACONTECIMENTOS E COLOCAR NUMA PIOR SITUAÇÃO QUALQUER CIDADÃO


   Não é fácil lidar com a mídia, tanto falada, escrita, televisada, radiofônica e agora, no mundo moderno, a internetária. A mídia tem um poder de manipulação tão grande, que pode fazer de um inocente, culpado, de um culpado, inocente, basta tão-somente para aonde ela pender os seus holofotes, principalmente se partir dos grandes meios de comunicação. Tem mais, o poder desta é tão grande, que influencia julgamentos e muda tipificações criminais menos gravosas para mais gravosas. Não é sem razão que se diz que a mídia seria uma espécie de quarto ou quinto pode, porque quando ela quer, massifica, acaba com a vida de qualquer cidadão. Quando não, fecha os olhos e simplesmente o bicho não pega. Na verdade, a mídia se torna na maioria das vezes, extremamente inconveniente. Quem condenou os "nardonis", com certeza foi a mídia cerrada em cima do casal, daí pegaram uma pena com uma dosimetria pesada. Até hoje, sei não, mas tenho minhas dúvidas quando ao nexo causal de culpabilidade entre o caso e a morte da garotinha. Pode até ter sido eles, mas a prova pericial, foi apenas uma mais uma perícia que pode bater com os fatos reais ou não. Tanto é que foi contestada, mas como a mídia já tinha julgado o caso, foi condenado pelo Tribunal do Júri, por essa condenação já estava preconcebida no inconsciente coletivo popular.
   Na questão da morte do cinegrafista, num protesto ocorrido no Rio de Janeiro, por conta do aumento de passagens de ônibus de transporte coletivo, os acusados Fábio e Caio, também poderão com certeza, ter a mesma sorte dos nardonis, ou seja, de tanto insistirem os meios midiáticos na culpabilidade dos dois, já estão antecipadamente condenados pela prática de crime hediondo qualificado e por crime de explosão, isso porque a vítima, que evidentemente morreu sem saber e sem esperar, fazia parte dos vespeiro dos grandes centros de comunicações do País. Ora, soltar rojões, é sempre comum nesses meios de protestos, de festejos juninos, em comícios, entre outros eventos e qualquer pode estar sujeito a sofrer um acidente. Então o que antevejo no caso em que os dois jovens estão envolvidos, foi um crime acidental, em que eles foram imprudentes, ao soltarem um rojão no meio de uma multidão, talvez até, perderão o controle na hora que acenderam o pavio e o artefato se direcionou para onde eles não queriam, então se a morte do cinegrafista não foi intencional, mas acidental, então não há o que falar em homicídio doloso, mas sim, em culposo, isso porque, eles não tiveram a intenção de matar. Mas como os meios midiáticos caíram em cima sem dó nem piedade, sacristanizaram os dois jovens, que a se mantar na Justiça, como certamente se manterá, porque está toma suas decisão muitas vezes influenciada pela mídia, com certeza nada mudará, e os jovens estão sujeitos a pegar uma pena pesadíssima, tudo por conta dos pesados meios de comunicação, esta é a verdade.
   O interessante às vezes, é que noutras circunstâncias similares, como por exemplo, a morte de um agente público de segurança, quando morto de forma vil e covarde, não chega a ter a mesma repercussão como o caso do cinegrafista. Buíque mesmo, que se tornou um palco de guerra há pouco tempo passado, aonde até helicóptero veio à caçada de um suposto acusado de ter ceifado a vida de um soldado, que numa diligência buscou lhe preder na Vila do Catimbau, acusado de ter matado um soldado, teve a família torturada, uma irmão covardemente morta e cadê a imprensa? - Abafaram o caso de tal maneira, quando descobriram que o soldado fora morte por uma mão amiga, outro colega de farda, daí abafaram tudo, não conseguiram prender o procurado Dielzo, que terminou por fugir para Juazeiro, na Bahia, ou foi preso, não pelo crime de ter matado o soldado, como provado está que não matou, mas por outros delitos cometidos, mas teve a sua família completamente torturada, uma irmã morta e até agora ninguém tomou nenhuma providência e, até mesmo os meios midiáticos, silenciaram, não deram a menor importância, porque não era de interesse desta levar aos meios de comunicação um campo de guerra formado pela Polícia Militar de Pernambuco, que sequer chegou a ser divulgada pela TV Asa Branca, de Caruaru. Então que porra de mídia é essa que só trata de infernizar, por vezes a vida de quem realmente é culpado, o que não está bem certo, porque o indivíduo, seja qual for o crime que tenha praticado, tem a proteção da Constituição Federal, na questão de incolumidade de sua imagem, imaginem quando se trata de um inocente, quando a mídia faz dele um culpado, hem? 

Um comentário:

Joyce Cavalcanti disse...

Dr. Manoel, quanto ao exposto em relação ao casal nardoni. É certo que a mídia teve uma grande influencia no caso. Foram sentenciados desde o primeiro momento que a notícia saiu na tv. Porém o júri desse caso foi incrível, talvez um dos melhores na historia do Brasil. Tem um livro que trata perfeitamente sobre o caso, intitulado "a prova é a testemunha". Aconselho a leitura. Nesta obra, a autora relata extraordinariamente os momentos mais marcantes deste caso.

Quanto ao crime praticado contra o cinegrafista, discordo do Senhor, já que era extremamente possível um acidente, ao tomar atitudes de tal gênero. Acredito ser Dolo eventual, tendo em vista que o autor pode até não querer causar tal fato, mas assume os riscos de sua ação.



Lucas Wesley-