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sábado, 13 de setembro de 2014

O PORQUÊ DE ANTES VOTAR EM DILMA E DEPOIS DA MORTE DE EDUARDO CAMPOS DECIDI VOTAR EM MARINA

SÓ MARINA É CAPAZ DE IMPLEMENTAR MUDANÇAS MORALIZANTES

    Antes de Eduardo Campos vir a morrer em condições misteriosas e trágicas, em 13 de agosto do mês passado, até então minha tendência era votar em Dilma, mesmo tendo ciência própria, da podridão de corrupção em que estava atolado o seu partido, PT. Pois bem, explico: Em primeiro lugar, não votava em Eduardo Campos, porque ele quando Secretário da Fazenda de seu avô Miguel Arraes de Alencar, se envolveu na questão do escândalo dos precatórios, que fez uma negociata para obter alguma vantagem até hoje não bem explicada, através de negociatas espúrias com os títulos precatórios, além de que, quando candidato a governador pela primeira vez, prometeu que ia reabri o BANDEPE, fato que jamais acreditara e depois de eleito, de tudo esqueceu. Outros fatores eram os de que, segundo se comentava, a empresa terceirizada VANGUARDA, mesmo ele sendo governador, pertencia a ele mesmo, em nome de laranjas, e trabalhava para o próprio Estado que era por ele governado, terminou por desaparecer, ser extinta do mapa e ainda hoje existem pessoas que não receberam os seus créditos trabalhistas nos processos transitados na Justiça do Trabalho, além de ter colocado a sua mãe, em quem votei para deputada federal, como Ministra do Tribunal de Contas da União – TCU e isso, de certa forma, me deixou indignado, pelo puro e escancarado nepotismo por ele praticado, afora o fato de ser um bom articulista na forma pragmática de fazer política, em que juntou todos os adversários da velha guarda de práticas políticas que tanto seu avô e ele mesmo combateu, num saco de gatos e ratos só. Por isso, ele vivo, não votaria nele, por conta desses fatos dos quais tinha conhecimento. Morto, pode ter se tornado santo para uns, mas em vida teve grandes pecados capitais. O fato dele ter morrido, mesmo que tragicamente, não pode apagar essas passagens de sua vida de homem público, afora outros que não me veem à memória no momento. Mas a exemplo de tantos outros, depois da morte, se esquecem ao maus feitos e aparece o mito.
     Quando Marina foi candidata pela primeira vez, imaginei em votar nela pela sua forma de pregação política dentro de um determinado padrão ético e moral, mas terminei por votar em Dilma, por conta de Lula e de sua nordestinidade. Sabia dos escândalos que pipocaram e continuavam vivos nas estranhas dos governos do PT, e via a cada momento e em cada aliança que Lula vinha fazendo, da mesma forma adotando o mesmo pragmatismo dos outros políticos e isso se intensificou com maior intensidade em sua sucessora, Dilma Roussef, que em termos de governabilidade não demonstrou ter pulso para absolutamente nada e a corrupção só fez mesmo aumentar e os escândalos em proporções ainda maiores, ao invés de terem sido contidos, mas não, ficaram bem mais escancarados e cabeludos que na época da política idealista que se imagina existir dentro de um “Lulinha paz e amor”, de um político puro e idealista, mas deixa que nada disso ficou comprovado do homem na prática e com o poder na mão, terminou por se igualar aos demais que com unhas e dentes ele tanto combatia, mesmo assim, ele mesmo, continua sendo muito querido pelo povo brasileiro mais pobre e carente. Então, se não votava em Eduardo, pelo menos nessa primeira tentativa dele e em Aécio, de jeito nenhum, o jeito era votar em Dilma mesmo. Poderia até votar em Luciano Genro do PSOL ou em Eduardo Jorge do PV que pelo que vejo, são os únicos com cartas de intenções programáticas, bem definidas, apesar de radicais e inaplicáveis na prática, mas meu voto para um deles, seria inócuo, não contribuiria em nada, pois não tem eles a menor chance de chegar ao poder brasileiro. Mas mesmo dentro de toda essa zorra total, iria votar em Dilma ainda, não tanto que fosse de meu gosto, tampouco de meu ideário político. Mas Eduardo morto, Marina candidata, no outro dia, já houvera migrado para ela, sem medo de errar, porque era ela ainda, a gota de esperança de não mudar esse país de cabeça para baixo, mas pelo menos, tentar mudar. Se pelo menos moralizar, buscar se centrar na conduta de uma política com ética, já seria com certeza, um bom começo, de bom tamanho, pois é de moralidade e de legalidade que tanto precisamos na administração pública.
    Em Aécio Neves, cria de Fernando Henrique Cardoso e por ter sido governador de seu Estado, Minas Gerais, por duas vezes, praticou também fatos cabeludos na gestão administrativa da coisa pública, além de que, não tem um ideário consistente para colocar em prática se acaso tivesse chances de ser eleito. Só para citar, nos dois governos de Fernando Henrique Cardoso, houveram 45 escândalos, tudo isto, com certeza, em nome da governabilidade, feito como o fez, o próprio Lula. Só para refrescar à memória do nosso povo, dentro esses 45 escândalos, vou citar apenas alguns dos mais notórios, a saber: 01) – Criação, em 2001, da Controladoria Geral da União, para abafar denúncias; 02) – O escândalo do SIVAM, que foi um projeto marcado por corrupção, entre empresas estrangeiras; 03) – A farra do PROER, que injetou capital nacional no sistema financeiro nacional, sem nunca ter tido retorno; 04) – Caixa Dois de Campanhas, em que em suas campanhas teriam passado fora do controle do TSE, mais de 10 milhões de reais; 05) – A chamada PRIVATARIA TUCANA, em que muitas pessoas ligadas ao poder, receberam propina na questão de privatização de empresas públicas com o próprio dinheiro dos cofres públicos através do BNDS, também sem o devido retorno; 06) – Propina paga aos parlamentares para aprovação de uma Emenda Constitucional para a sua própria reeleição e milhões foram distribuídos a políticos de todos os naipes; 07) – Escândalo dos Grampos Telefônicos, sem autorização judicial; 08) – Obra superfatura do TRT paulista, ao custo de mais de 160 milhões de reais; 09) – O Fiasco dos 500 anos, aonde se gastou uma fortuna para um evento comemorativo dos 500 anos de descobrimento do Brasil e a dinheirama gasta foi parar nos bolsos de ninguém sabe quem e, 10) – Rombo da Transamazônico na SUDAM, entre tantos outros. Veja mais no site: http://www.psdbnuncamais.blogspot.com.br, e fique estupefato e estarrecido com os escândalos cabeludos praticados nos dois governos de FHC. Então não votaria em Aécio Neves de jeito nenhum. E em Dilma, com esse governo enlameado que está envergonhando cada ver mais o nosso país e é a cara do PSDB, não dá para votar mais, menos ainda, com a inesperada entrada de Marina Silva no páreo. Por isso mesmo, é que, vi em Marina Silva, em sua simplicidade de ser, a força, a coração e determinação, de pelo menos dar mais uma esperança ao nosso povo, por pelo menos, um Brasil melhorado em termos de uma máquina administrativa mais enxuta, eficiente e moralizada, que é no mínimo o que o povo espera. Vejo nesta mulher franzina, a força de uma guerreira feita Joana D’Arc e na sua palavra, uma determinação de esperança para o nosso povo, por isso mesmo é que vou votar em MARINA SILVA.

Um comentário:

Paulo Tarciso disse...

Dr. Manoel, apesar de não ser um apaixonado por política, quero apresentar meus parabéns por essa matéria. Pelo que se vê, seus comentários foram sem nenhuma paixão doentia, mas realista do Brasil atual. Respeito quem vota contra Marina, mesmo não concordando, mas no quadro atual só MARINA representa uma verdadeira mudança. Seus princípios e sua história de vida irão torná-la PRESIDENTE deste país. Parabéns pela matéria, que tem minha concordância total, sem corrigir sequer uma vírgula.