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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

OS ÁUREOS SETE DE SETEMBROS QUE VIVI, NEM SE PARECE NEM UM POUCO COM OS DE HOJE


    Mais um sete de setembro. Diferentemente dos demais, o de hoje, não amanheceu com o dia chuvoso ou tendente a chover, tampouco houve o anunciado alvorecer da manhã com uma salva de tiros, como costumava sempre acontecer nos anos dourados de minha vida. Hoje pelo visto, apesar das dificuldades, das crises vivenciadas, que na verdade, nunca foram tão diferentes das tantas vividas, este dia de hoje não mais se comemora com a mesma devoção de civismo dos meus áureos tempos de infância.
 A gente nessa época passada, ao se aproximar a comemoração da data máxima da pátria, ficava ansioso para à chegada do sete de setembro, do desfile organizado, todos fardados e enfileirados elegantemente e desfilando cadenciadamente de conformidade com o tom dado pela banda à frente do desfile de uma ou duas escolas existentes na época, mas era com euforia, vontade e civismo que desfilávamos. Tempos bons que só ficaram mesmo em nossas lembranças.
  A alvorada das cinco da manhã, já nos dava o tom para ficarmos bem alertas para o desfile do grande dia. Era como se fosse o preâmbulo do que seria um dia especial de comemorações e, no final de cada desfile, em nossas singelas criancices, após um cansativo dia de desfile, éramos compensados com um reles sanduíche de pão e queijo e gasosa (guaraná da época) e nos contentávamos com o pouco que recebíamos, como se fora um prêmio compensatório por cada um haver feito o seu ato de civismo naquele glorioso dia.
   Ao passar do tempo, fui percebendo que esse dia não era tão importante assim no que pertine à nossa independência, por que neste mundo globalizado, quer desde o ato do Grito da Independência por D. Pedro I, em 07 de setembro de 1822, que passei a entender que o país na verdade nunca foi independente de verdade, a partir do momento que o filho de D. João VI, se tornou o primeiro imperador do Brasil, que deixado sem um centavo pelo seu pai, que roubou nossos cofres e levou tudo para Portugal, teve mesmo que pedir o penico aos ingleses e a partir de então, nunca deixou de sempre ser um devedor contumaz e a repetição da história desde então, mesmo após a implantação da república através de um golpe militar perpetrado pelo Marechal Deodoro da Fonseca contra o império, em 1.889, ainda assim nunca deixou o nosso país de ser um eterno dependente, o que acontece bem mais intensamente no mundo de hoje, em face dessa economia globalizada, em que basta mexer numa peça do xadrez econômico da Wall Street, em New York, para balançar toda a economia mundial, inclusive o bloco europeu que buscou se ajustar no euro, moeda própria por esse bloco criada, mas que na verdade, ainda é dependente da oscilação econômica do dólar, que mundialmente ainda é a moeda mais forte que existe.
  Na verdade, já não dou a importância de antes, mesmo assim, não deixo de reconhecer o simbolismo que representa esta data em termos da historiográfica, o que é muito importante para qualquer país que se preze, por isso mesmo, apesar das crises intermitentes, mesmo assim, todos os jovens devem aprender que temos datas importantes que jamais devem ser esquecidas e de que venham a ser reverenciadas e comemoradas pelos que aí estão para nos suceder, há de serem lembradas, como forma de fazer vivo o patriotismo e orgulho que cada um deve ter de seu próprio país, apesar das canastrices que diuturnamente acontecem, mesmo assim, devemos amar o nosso país para que a bandalheira não tome conta do que ainda resta como esperança de salvação de nossa amada pátria. Salve o 7 de setembro!

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