REMINESCÊNCIA DE UM MUNDO TRISTE
Não há nesta vida finita
Quem não venha a revolver
lá atrás
E sinta uma dor infinita
Que vai e volta da
história os anais.
Volta-se bem lá no fundo
E sente bem fincadas nas
entranhas
O sentimento profundo
De algo marcante de
artimanhas.
Foi um amor imaginado não
vivido
Algo que não alcançou
Por isso ainda sofrido
Na frustração daquilo que
não abraçou.
Mas com tanta frustração
nesse filme
Que se fica a reprisar
Não há solução que exime
Nesse mundo voltar a
imaginar.
Vem coisas boas e ruins
A povoar nossa mente
Lembramos de coisas
chinfrins
Mas também da boa semente.
Domina-se o corpo e a alma
De uma dor dolente e incontida
Fica-se agitado e sem
calma
Ao extravasar uma chaga
desmedida.
Pior é que não se volta
mais
O que foi ficou no tempo
Não tem que dê jeito
jamais
De reviver o que se foi a
destempo.
Por mais que se revolva o
que se passou
Nada mais há a ser consertado
Mas tudo que atrás restou
Permanece no nosso eu
concentrado.
Parece que não se pode
fugir
Do que se foi nesta vida
Não adianta aos céus ungir
Para curar toda necrosada
ferida.
Então nada há a se fazer
Somente continuar no
trilhar
O resto de tudo viver
E buscar nestas
reminiscências de um mundo triste, somente muito brilhar!

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