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sábado, 17 de outubro de 2015

O PODER POLÍTICO DE PERNAMBUCO DIANTE DE UMA CRISE SEM RUMO


   Depois de Miguel Arraes de Alencar, que era uma figura mitológica da política e que, por tabela, transferiu um pouco disso ao seu neto, Eduardo Campos, que tragicamente veio a ser vitimado por um inesperado acidente aéreo, praticamente Pernambuco ficou órfão de políticos de nomes de vulto.
    A força de Arraes sempre esteve no mito, nas suas convicções, que até o momento que veio a falecer, nunca mudaram, mas já o seu neto, buscou pragmatizar ainda mais a forma de se fazer política em nosso Estado, a ponto de conseguir cooptar para o seu lado, em torno de 90% dos políticos pernambucanos, isso através de uma política nefasta da compra de passes, através de dinheiro, favores, promessas e a situação pernambucana, apesar de ter sido o estado que mais cresceu proporcionalmente no Brasil na era Lula, está agora sentido as consequências de um crescimento econômico que vem se esvoaçando diante de uma realidade, a ponto do atual governo, Paulo Câmara, não saber como bem administrar o estado, sem que tenha encontrado até o momento uma saída.
    Buscam sempre federalizar as suas próprias incompetências, em face do que foi mal feito lá atrás e só agora, é que as coisas estão pipocando de fato, a ponto de se ter uma greve da polícia civil desde o início do ano, sem uma solução e a nossa segurança pública está aí em frangalhos, praticamente, a exemplo da saúde, completamente sucateada. Infelizmente, por ser um sujeito vindo da área técnica, o que não é de todo negativo, mas está faltando a Paulo Câmara, jogo de cintura, que era o forte de Eduardo, que elegeu por isso mesmo, dois postes em Pernambuco, o primeiro, Geraldo Júlio, prefeito do Recife e, o segundo, Paulo Câmara, governador do Estado, que no amargar de um acidente aéreo que vitimou precocemente Eduardo Campos, que queria concretizar o sonho que não se realizou por seu avô, Miguel Arraes, de vir a ser presidente do Brasil, terminou por partir desta para outra ainda numa idade política de amadurecimento para se fazer frente a novos campos de luta na seara política, mesmo assim, ainda conseguiu eleger o seu protegido e primo de sua esposa, Paulo Câmara. Na verdade, ele só se elegeu mesmo por trás do fantasma de Eduardo, caso contrário, não teria chegado a tanto.
  Se vivo fosse, com toda certeza, o nome de Eduardo estava estampado nos tantos escândalos que capeia país afora, alguns são verdadeiros; outros, nem tanto e alguns outros, tem interesses escusos de desnacionalizar nossa economia, desestabilizando-a, e desestatizar a administração pública, com a ideia de terceirização que só interessa mesmo à iniciativa privada nacional e principalmente, no campo internacional, dos americanos, que são focados principalmente na descoberta do Pré-Sal e na região amazônica. Como sempre eles estão com o seu dedo em tudo que vem acontecendo em nosso país, com a cumplicidade promíscua do grande empresariado, da grande mídia golpista e de políticos picaretas.
  Acaso Armando Monteiro tivesse sido eleito governador, certamente o cenário de Pernambuco, seria outro. As dificuldades indubitavelmente iriam aparecer, só que, com a experiência que tem, buscaria de alguma forma driblar os entreveros e as dificuldades que a atual gestão vem enfrentando e não está sabendo ou encontrando uma fórmula para debelar a situação da crise pernambucana, que na verdade, não á a brasileira, mas sim, uma herança deixada por Eduardo Campos.

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