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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

UM OLHAR SOBRE AS SOMBRAS, NA ESCURIDÃO DE NOITES QUE PARECEM INFINDÁVEIS



        Venho vagueando pelas colunas invisíveis das noites, como uma alma penada que ainda não encontrou o seu verdadeiro lugar pós-morte. Vivo olhando sobre as sobras e não encontro uma razão plausível que me justifique o porquê desta vida tão vazia e solitária. Mas na vida da gente é assim mesmo. Uns vivem felizes e pensam que são felizes mesmos; uns acham que são felizes e vivem num mundo de sonhos como se fora a mais pura realidade; outros mais realistas, alternam entre a tristeza e a felicidade, porque vivem numa realidade da qual não podem mais fugir ou porque desta não podem mais se safarem. Mesmo trôpego, continuo meu vagar andar.
       Nesta vida vivemos sobre os céus do mundo, embaixo das nuvens ou sobre a neblina caminhando sobre a terra, como se fora encantá-la ou ficar enebriado em estado de êxtase, como acontece em vários lugares do mundo. Somos verdadeiros olhares sobre as sobras deste tristonho e indefinido mundo, que abriga tantas pessoas e as sua mazelas existenciais.
       Existem pessoas que são só sombras e de sombras não passam, porque não sabem viver senão sobre a sombra dos outros, em face de não terem brilho próprio e nunca vão chegar a serem estrelas cintilantes. Parece que é uma praga, ou para os supersticiosos, uma maldição!
        Por isso mesmo é que vivo a olhar sobre às sombras, porque não há translucidez no comportamento humano, que vive se engalfinhando uns contra os outros numa eterna luta daquele que pode o mais pode, facilmente engole o menos, para que sejam sempre as sombras dos mais fortes. É assim a vida, é assim o caminho do mundo, é assim a sociedade em que vivemos.
         Tudo poderia ser bem diferente, se acaso muitos do povo, deixam de ser simplesmente sombra dos outros, e passassem a adquirir brilho próprio, mas por comodismo, desligamento da vida e do tempo, parece que grande maioria não está nem aí para absolutamente nada e querem continuar como meros escravos, acorrentados como almas penadas, a dependerem da vontade ou de Deus ou do Diabo para que venham finalmente, a se libertarem. É assim que se vive no mundo das sombras, que continua em suas noites intermináveis e com uma escuridão de breus. 

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