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BUÍQUE, NORDESTE/PERNAMBUCO, Brazil
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

MEUS LIVROS PUBLICADOS E O MEU ÚLTIMO LIVRO DE POESIAS



     Quando a gente escreve um livro, não o faz especificamente para si mesmo, mas sim, pelo gosto de escrever e claro, na medida do possível, para um determinado público alvo. Não se espera com isso agradar gregos e troianos, muito menos a todos os buiquenses, que em parte, pouco hábito de leitura se tem, mas bem que poderia ao menos dar um pouco mais de valor aos que são daqui, que de uma certa maneira ou de outra, estão contribuindo para o desenvolvimento cultural e do embasamento de conhecimento de nossa gente buiquense.
    Há de se reconhecer as dificuldades de se produzir cultura. Até parece que o fazemos assim isoladamente, porque não se tem apoio nem do poder público, do privado e grande parte do povo não está nem aí para o trabalho que a gente produz e muitos torcem até o nariz para nós mesmos. Sinceramente, quanta demonstração de insensatez, de falta de pelo menos um pouco de conhecimento, de apreço, por quem produz cultura em nossa terra. Claro que ninguém busca o estrelato, mas pelo menos o reconhecimento pelo que se busca ou buscamos fazer em termos de valorar nossa própria terra, que ainda espero vê-la no topo de uma das cidades mais elevadas no pódio da cultura pernambucana.
    Sentimo-nos por vezes tristonhos com essa característica do povo buiquense, que acredito não ser tão-somente daqui de nossa terra. Noutros lugares, acontece o mesmo. Mas nem por isso vou desistir de continuar escrevendo, publicando na medida do possível o meu trabalho, que talvez um dia, quem sabe, a gente ainda possa vir a ter o devido reconhecimento, embora tardiamente, o que para mim, não me interessaria em hipótese alguma. Acaso venha a ter algum reconhecimento, que o seja em vida. Quanto a essa insensatez de nossa gente, isso me deixa realmente decepcionado com grande maioria absoluta do nosso povo que não está nem aí. Digo isso aos brados, porque não sou de dizer que tudo está uma maravilha, quando o caminho aponta o contrário. Sinceramente, ou os mais de 50 mil habitantes são realmente analfabetos funcionais, ou então, ninguém quer saber de leitura de jeito nenhum. Acredito que ambos. Nem mesmo professores, alunos, estão comprometidos com esse hábito, o que seria perfeitamente saudável e importante à medida que, houvesse o reconhecimento de que a leitura enobrece engrandece o ser humano, e o faz ver o mundo com uma outra visão. Não estou aqui, puxando a sardinha para minha brasa, mas existem muitos escritores famosos que bem mereciam ser lidos, não propriamente a mim mesmo; não os que fazem arte e letras em Buíque, mas tantos outros escritores e artistas que existem por este mundão afora e que precisam ser lidos, entretanto, se houvesse mais visão por parte de quem em tese, faz educação e cultura, era para valorizar primeiramente as pratas da casa, esta é a verdade, fique com raiva ou chateado(a) quem bem entender, mas a verdade tem que ser dita.
    Os demais daqui mesmo que fazem cultura, assim como eu, tem os mesmos pontos de vista coincidentes, porque é assim que somos tratados até mesmo pelos nossos. A gente percebe a pouca vontade de muitos em ajudarem, quando vai oferecer um trabalho nosso a alguém e percebe, uma certa indiferença, uma dosagem de má vontade, de ironia até, para adquirir um de nossos trabalhos, que em muitos casos, sequer abre o livro ou chegar a ler uma página sequer, o que nos deixa mesmos decepcionados. Pior é que, quando se dá como oferta um de nossos trabalhos publicados, aí sim, é que ninguém ler mesmo, porque como é um livro dado, de um escritor de Buíque, quem tem interesse em ler coisíssima alguma, hem? – Gente, não estou pedindo, tampouco mendingando, mas temos todo o direito de exigir que sejamos valorizados principalmente pelos nossos, antes de que o sejamos lá fora, como de fato o sou e outros colegas que fazem cultura.
    Por isso mesmo minha gente, não estou desabafando, tampouco pedindo clemência a ninguém, porque isso não faz parte de mim. Leia meu trabalho quem quiser e o faça livremente; o ler e o apreciar ou não, da mesma forma, quem bem entender, mas não deixarei jamais ou desanimarei do meu hábito de escrever, porque isso faz parte de mim, de minha formação de ser humano. Muitos tem os seus hábitos. O meu é leitura, escrever e tenho orgulho, ao ter um meu trabalho publicado. Agora, a gente se sente com uma ponta de orgulho quando alguém faz alguma observação de um trabalho nosso, mesmo que seja de forma crítica, mas o importante é se perceber que existem algumas pessoas que ainda se dão ao trabalho, ou ao prazer de ler o que escrevo, ou dos que são daqui de Buíque, também o fazem da mesma forma que eu venho fazendo. Neste Blog mesmo, já tenho uma média de quase 2,5 mil publicações, desde que o coloquei na internet. Sei que só o acessa quem realmente gosta de uma boa leitura, porque tenho aversão em escrever sobre as atrocidades do dia a dia, porém os fatos mais importantes da vida, da sociedade como um todo, e que nos servem de lição e para o lastreamento de conhecimento e de cultura de cada pessoa, aí sim, gosto de escrever sobre tais assuntos, principalmente dos dramas, tragédias e do cotidiano social no qual estamos inseridos no nosso caminhar nesta vida. Minha visão de mundo e todo o meu trabalho, tem como base, o criticismo filosófico de ver o mundo, pois foi assim que fui forjado para à luta nesta vida.

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