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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

ATÉ AONDE PODE IR O ESTADO PARALELO A SUBSTITUIR O ESTADO LEGAL?



  Num Estado Democrático de Direito, política e juridicamente organizado, a exemplo do Brasil, mesmo diante de toda desordem que possa preexistir, não pode jamais subsistir concomitantemente, o estado marginal paralelo ao arrepio da lei, senão desembocar-se-á no estado anarquista. Claro que vivemos circunstâncias de tantos desacertos, clamores, violências e descalabros em nosso país, que em muitos casos, a população, levada por um suposto clamor público, muitas vezes levada pelos próprios meios midiáticos massificados, que ninguém está buscando respeitar as próprias leis e muitos estão indo muito além do permisso legal pelo Estado Política, e Juridicamente organizado.
   Isso vem acontecendo em todos os campos de atividade humana. Ora, se a gente olha para a questão de segurança pública, a violência campeia por todos os quadrantes de nosso país; se partirmos para a administração dos setores públicos, a corrupção também está incrustada em toda ela, nada se salva; se for se debruçar na iniciativa privada, se pode notar que todo mundo quer de certa forma, sempre tirar alguma vantagem, sobretudo os grandes, ricos e doados de grandes fortunas, que buscam por todos os meios sonegarem impostos aos cofres públicos e por aí se vai. Por essa razão, é que surgiu com a conivência da própria população, mancomunada com parte corrupta de instituições públicas responsáveis de fiscalizar e aplicar a lei, é que apareceu o Estado Marginal, Paralelo, que é uma realidade e que está fazendo o papel de polícia, de jurisdição e de julgador, sentenciando de morte, quem vive à margem da sociedade e em tese, é acusado de haver cometido crimes.
 Isso representa um grande perigo ao Estado Política e Juridicamente Organizado, quando este vem perdendo poder, o próprio fôlego, que diante de sua ineficiência, vem dando vazão para a criação e formação desse estado ilegal e anarquista, que não pode em hipótese alguma sobreexistir à magem da lei e dentro da legalidade. Claro que tudo isso vem sendo fruto da ineficiência da esculhambação em que se encontra o Estado Legal, mas este não pode em hipótese alguma dar lugar a um Estado Paralelo, dando condições para a formação da implantação desvairada de uma parte da população desequilibrada, que está partindo para a implantação do estado anarquista e isso tem que ter um freio pesado da mão da lei, da ordem e da Justiça.
  A gente sabe que todos os poderes estão contaminados em grande parte, pela árvore dos frutos envenenados, mesmo assim, não pode haver perda completa do controle da situação. Não é fácil para se presenciar situações em que as próprias pessoas, através de “justiceiros”, que em grande parte são organizados tanto por membros da população civil, quando da estatal, em que se habilitam para fazer a justiça com as próprias mãos, na base do “olho por olho, dente por dente”, e isso não pode jamais perdurar ou coexistir dentro de um estado juridicamente organizado como o nosso Brasil no mundo atual.
   Não é à toa que constantemente a gente tem notícia que alguém foi morto por uma dupla de motoqueiros, ou fuzilado por uma quadrilha ou outros métodos quaisquer, em plena luz do dia e nada se faz, como se eles, quem sabe, agentes desse poder paralelo, pudessem ser ao mesmo tempo, polícia, juízes e executores, como é que pode? – De forma alguma, senão razão não haveria para a existência do estado política e juridicamente organizado. Se alguém comete um crime, pode ser, como costumeiramente dizem, “alma sebosa” ou não, mas quem tem por dever e obrigação de prender, indiciar, julgar e punir, são os mecanismos legais através das autoridades competentes para tais finalidades. Pior é que se mata alguém nessas circunstâncias, que em muitos casos, sequer é bandido, ou se o for, às vezes é responsável por pequenos delitos e o pior, é que enquanto o alvo (corpo) da vítima nessas circunstâncias ainda está se mexendo, nos últimos suspiros da vida à caminho da morte, muitas pessoas se aproximam para filmar, tirar fotos de celular e, quando menos se esperar, todas essas cenas macabras e inaceitáveis, já estão nas redes sociais, nos blogues sensacionalistas da imprensa marron, e o que ninguém sabe, é que isso não pode continuar acontecendo quando a gente vive, pelo menos em tese, num Estado Democrático de Direito e se este existe, o que tem que valer mesmo, ou certa ou errada, ainda é o império da lei.

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