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sábado, 6 de fevereiro de 2016

VELHOS CARNAVAIS E CRISE



   A ansiedade para chegada do carnaval, após os festejos tradicionais de final de ano, era tanta, que a alegria invadia a alma dos foliões, quando chegava o famoso sábado do Zé Pereira. Era só alegria e folia pura, bela e sadia no ar. A dominação do período do Rei Momo, invadia a alma de todas as pessoas, que sempre gostaram de brincar e de alegria, afinal, na condição de seres humanos, ninguém pode se furtar à uma inebriante fonte de alegria como os festejos dos velhos carnavais.
   Hoje em dia, já não se pode falar naqueles encantadores carnavais de nossa infância, que estava mais para a singeleza, a beleza, a falta de malícia, mesmo assim, havia também muitos exageros. O lança-perfume era liberado e não deixava de ser uma pesada droga entorpecente, mas o seu cheiro era demasiado extasiante que invadia a alma a se espalhar pelo ar dos foliões inebriados pela droga até então legalizada, que foi banida após o governo de Jânio Quadros. Mas era um mundo, mesmo assim, de muita alegria e velhos carnavais eram de certa forma, muito família que não voltarão jamais. Nunca, evidentemente, deixou de existirem as pessoas, os foliões mais saidinhos que sempre passavam dos limites e, via de consequência, muitos casamentos na marra vinham no logo depois. Era assim, mas não deixava de ser uma das melhores festas de quem as viveu. Carnavais como àqueles, infelizmente, não voltarão jamais.
  Os atuais carnavais, o que se vê, são músicas extremamente ritmadas dentro de outro contexto musical de um som extremamente estridente, que nada tem a ver com os antigos carnavais que a gente viveu. Mas como o tempo evolui sempre para frente, não há como não aceitar essa tristeza para uns, e alegre para outros, ainda, realidade. Para nós que vivemos esses velhos carnavais, dificilmente vamos esquecer daqueles singelos tempos vividos e, quanto aos atuais, o que temos que fazer, é simplesmente aturar.
    Aqui mesmo em Buíque, nossos carnavais eram sempre alegres e participativos, embora nunca tenha deixado de existir as querelas de ordem política, mas no carnaval, de um modo geral, quase que praticamente todo mundo se misturava, porque era uma festa do povo. Houve uma época mesmo nos tempos atuais, em que nosso carnaval já foi um dos melhores da região, mas de 2009 para os dias atuais, já não se pode mais dizer a mesma coisa, porque, em se fazendo festas momescas megalomaníacas só com fito de alguém tirar indevidas vantagens com contratações caríssimas, acabaram de vez com um carnaval que sempre trazia muita gente de fora para nossa terra e, de certa forma, muitas pessoas ganhavam alguns trocados a mais e havia grande movimento de pessoas e o comércio com certeza esquentava. Nesses últimos anos tudo isso esfriou de vez. Foi colocado em banho-maria e o que sobrou foi simplesmente um arremedo de carnaval, que não haverá possibilidade de que tudo o que era antes possa voltar jamais, a não ser que alguém que tenha competência e saiba fazer as coisas como devem ser feitas, possa ter a habilidade de tentar levantar os nossos carnavais, mas com crise ou sem crise, o carnaval gambiarra vai acontecer nesse último ano de quem acabou com o grandioso carnaval que foi a única coisa deixada pelo (des)governante anterior ao ano de 2009, que se espera, da mesma forma que o atual, desapareça do mapa para sempre, como os nossos velhos carnavais. Que todos tenham um belo e pacífico carnaval, são os votos do Blog do Manoel Modesto!

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