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sábado, 25 de junho de 2016

A IMBECILIDADE DE SE TORNAR INIMIGO POR CAUSA DE MUDANÇAS DE TROCA DE VOTAR EM LADOS POLÍTICOS OPOSTOS EM BUÍQUE



    Pois é, a política de Buíque, sempre teve dessas picuinhas de quem for de lado contrário, se tornar inimigo de sangue à fogo e não meramente um adversário político, o que no meu entender, é uma falta de formação de caráter, desconhecimento do exercício de cidadania e uma esdrúxula imbecilidade humana, porque não tem o menor cabimento. Agindo assim, ninguém está sendo democrático, tanto de um lado, quando de outro. Tenho conhecimento de per si, que a nossa política sempre foi uma das mais acirradas do Estado de Pernambuco e de nossa região, inclusive com brigas feias e até mortes ou demonstração de poder com o uso da força e de armas, para intimidar não o adversário político, mas o adversário político que passara a partir de então, a ser um inimigo figadal.
        Herdamos de nossos ancestrais uma política autofágica de audestruição de nós mesmos, apesar de ter-se avançado um bocado, mesmo assim ainda existem fortes indícios da presença desse sombrio passado da política da bala e das baionetas. Sempre tivemos envolvidos na política de Buíque, nós, da família dos "Modestos", sem distinção de gradação familiar ou de estamento social, mas nunca deixamos de participar de uma forma ou de outra, da história política de nossa terra. Quantas não foram às vezes que cheguei a ver Blésman Modesto, por exemplo, sofrer atentados e ameças de morte, acusado de ter praticado atos ou fatos, dos quais nunca houvera a menor participação, mesmo assim, os seus algozes, sempre lhes perseguiram e até carreira chegaram a lhes dar nas muitas disputas políticas das quais disputou. Hoje, já numa idade avançada, chegou a se acomodar, justamente ao lado de quem um dia chegou a lhes apontar o dedo, lhes acusar e atentar contra a sua própria vida. Escolha dele, mas não a minha. Existem coisas na vida da gente, que nunca se esquece e dessa época da política na base do cacete, do porrete, da bala e das baionetas, nunca esqueci em minha vida. Posso dizer com toda propriedade, independentemente do lado que Blésman Modesto escolheu, mas ele foi a maior vítima dessa política coronelista de Buíque, mas diante de sua passividade, nunca levou um tapa, um tiro ou sequer ou um arranhão, mas pelos outros que fizeram e fazem parte de nossa política, ele hoje seria um político morto, mas continua vivo e gozando da vida e que assim seja conservado, sempre na paz e no amor.
       Também nessa política primitivista de Buíque, tempos que vivi, desses dois lados que nunca deixaram de existir, os de um lado não se juntavam com os do outro. Até dois clubes, duas festas existiam para um lado não se misturar com os outros. O mundo evoluiu, nossa política também um pouco, mas ainda, está deixando muito a desejar, porque estão confundindo as coisas, desrespeitando as pessoas e como nesses duros tempos de se fazer política em Buíque, alguns chegam a brigar, se intrigarem, principalmente nas redes sociais, como se o embate político não fosse algo saudável e democrático, mas sim, uma arena de luta, um campo de guerra, uma trincheira de batalha com tanques e metralhadoras, mas não é assim que as coisas devem ser ou continuar. Acredito que os ânimos alterados, devem buscar um mar de calmaria, porque o adversário político de hoje, pode ser o aliado de amanhã, como a gente mesmo tem visto acontecer. Até familiares meus mesmos, chegam a se intrigarem de mim, por conta de minhas posições e opções políticas, mas mesmo assim, respeito a opção e escolhas que eles fazem, porém espero que eles fiquem para lá onde buscaram o seu abrito político, porque isso não é motivo ou jamais foi, para se fazer intriga sem a menor noção ou lógica na vida em sociedade. Respeito a opinião de cada um e quero da mesma forma, ser respeitado também.
      Então minha gente, há de se esperar que os ânimos exaltados, sobretudo nas redes sociais e na própria comunidade, devem se acalmar, não para que todos sejam unânimes em apoiar um único candidato, porque em política não existe unanimidade, aliás, em nada na vida deve existir, nem mesmo entre casais e, numa democracia, indiscutivelmente, todos tem o sagrado direito de optar. Se bom, ruim ou piorado, a questão é de escolha de cada um de nós que somos adultos para fazer as nossas próprias escolhas. Você até que pode defender o seu lado, o seu candidato, o que não pode e não deve, é sair por aí, fazendo intrigaas com outras pessoas, só porque fez uma opção política, que poderá ser duradoura ou até efêmera, ninguém sabe, que não se coaduna com a sua escolha. Tudo vai depender, principalmente em comunidades como as nossas, é o povo procurar se engalfinhar, se tornar inimigos só porque não vota no candidato do lado A ou do lado B. Repetito, todos tem o direito de escolher ou fazer a opção que bem entender, sem que todos possam ter a responsabilidade que qualquer que seja a escolha feita pelo povo, será o dirigente ou escolhidos pela população buiquense. Agora, se com uso do poder político, público, da máquina administrativa ou poder econômico, aí a questão é de a própria comunidade ter o devido discernimento e responsabilidade de buscar fazer as suas escolhas respeitando a sua própria vontade, sem a influência nefasta dos que aí estão buscando angariar o seu voto à troco de promessas vãs ou à troco de bananas. A consciência é de cada um, mas no final de contas, quem paga a pesada conta, como temos observado diuturnamente, é toda a população buiquense pelas más escolhas que vier a fazer, como as que tem feito ultimamente.        

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