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domingo, 5 de junho de 2016

O INTERESSANTE EM MANDANTES GOVERNAMENTAIS EM SUCESSIVOS MANDATOS, MESMO ALTERNADOS, UM NUNCA SERÁ IGUAL AO OUTRO, COMO ACONTECEU COM MIGUEL ARRAES DE ALENCAR, EM PERNAMBUCO!



    Dizer que todo governante que se reelege, faz um governo igual ao anterior, em parte pode ser verdade, porque Miguel Arraes de Alencar, o nosso mito de Pernambuco, foi governador de nosso Estado por três vezes, não consecutivamente. A primeira vez, foi eleito na época de Jango, acredito que em 1962 e, menos de dois anos depois, com o golpe militar de 1964, ele veio a ser cassado pela Assembléia Legislativa, por determinação dos militares. Ele não capitulou, foi macho o suficiente e não renunciou. Os deputados, como sempre, acovardados que são, com exceção de Airon Rios, de Arcoverde, votou contra a cassação de Arraes, embora não seja festejado pela história pernambucana, o que é uma desconsideração. 
      O que quero pontuar, é que em cada governo ele deixou marcas administrativas distintas. No primeiro, na turbulência política do militarismo, o que ficou mesmo foi o trauma da cassação e o seu degredo, exílio para à Argélia, onde ficou por longos dezesseis anos amargando a distância do Brasil. Em seu segundo mandato, se não me engano depois de meados da década de 70, cuja chegada dele a Pernambuco, num grande comício no Bairro de Santo Amaro, com a presença de vários ícones da política nacional, foi realizado um grande comício em face de sua volta. Primeiro passou no Crato, para visitar sua mãe, que à época contava com 93 anos de idade e de lá, veio para nosso Estado. Aqui chegando foi ovacionado e, tendo retornado à política, foi eleito deputado federal em 1982 e, em 1986, voltou a ser eleito governador pela segunda vez e, pela terceira vez, vindo a ser eleito, em 1994. No seu segundo governo, lembro bem, formamos uma equipe, fiz um elenco de reinvindicações e entregamos em suas mãos, no Comitê Eleitoral, antes dele assumir o governo, num velho Casarão da Torre, em Recife.
        Há de se observar que em cada governo, ele deixou a sua marca de governo. No primeiro, foi a luta no campo, especialmente na Zona da Mata, em que, os agricultores, enfrentando os usineiros, tendo à frente, o líder Francisco Julião, queriam implantar a reforma agrária naquela região, que consideravam importante para a diversificação de produção de várias culturas agrícolas e não somente a monocultura da cana-de-açúcar, daí foi um estopim para a revolução e a deposição de Arraes; no seu segundo governo, ele deixou programas que marcaram o seu governo e um deles, o mais importante, foi o programa Luz para Todos, adotado pelo presidente Lula para levar luz à todas as regiões do país e, em seu quarto governo, um outro programa que marcou, foi o chapéu-de-palha, para beneficiar os mais pobres do estado, o que também inspirou Lula na questão de ampliação do programa Bolsa-família. Então minha gente, engana-se quem diz que cada governante repete o mesmo feito de um seu governo anteior, com algumas exceções, que até mudam para pior. Seria de certa forma, falta de criatividade, diante de tantas carências em cada estado ou município, o sujeito eleito uma, duas ou ser reeleito, fazer as mesmas besteiras de governos anteriores.
        Comparando-se Miguel Arraes com Arquimedes Valença, em Buíque, se pode destacar que no seu primeiro governo, de 1988 a 1992, ele sempre deu prioridade à Zona Rural, além de a partir daquele marco, ter dado o ponotapé inicial para alavancar o turismo ecológico do Vale do Catimbau, além de ter reativado o nosso carnaval como um grande motor incentivador de criação de empregos, de renda e do incentivo ao turismo de Buíque, sem esquecer da educação; no segundo governo, ele trouxe o SESC-LER, obra de grande importância, que embora privada, sem ele não teria vindo, construiu a Praça de Eventos, reformou o Clube Municipal, Construiu a Creche Carolina Guedes e nunca deixou o setor rural jogado às traças e, em seu terceiro governo, trouxe para Buíque, a Fábrica da Mandioca, criou o Projeto Planipanema e a AMDRI, um dos maiores programas de incentivo ao desenvolvimento dos pequenos agricultores e pecuarisrtas de nossa região, que sempre teve uma economia voltada para os setores do agronegócio, e nunca deixou a nossa cidade num estado de  um verdadeiro caos em que se encontra no momento e, sempre se manteve presente na cidade de Buíque. Nesses seus três mandatos, nunca se afastou de nossa terra por mais de 365 dias, como acontece com o gestor atual, que em dois mandatos, nunca ficou 365 dias em Buíque. Então existem diferenças marcantes entre cada gestor e em cada mandato. 
        Na questão do atual gestor, se no primeiro mandato, ele imaginava que ser prefeito era mais um brinquedo para ele, porque ele levava a coisa na base da "zona", foi ruim demais e, para se reeleger, teve que cooptar a ex-candidata de Arquimedes, Miriam Briano, sem a qual jamais teria sido reeleito prefeito de Buíque, porque o povo não mais o queria de forma alguma, então tiveram que, somados os votos da ex-aliada do jacaré, votar em Jonas mais uma vez para quebrarem à cara. Eu também não nego, quebrei por duas vezes. Estou arrependendido e vou pedir em palanque, perdão ao povo de Buíque, pelos erros cometidos contra o povo de Buíque, em ter ajudado a reeleger um inapto administraivamente pela segunda vez, porque ninguém melhor do que eu para bradar isso com propriedade.
       Está mais claro e evidente, que Arquimedes está pleiteando um quarto mandato. Ninguém vai mais repetir nenhum dos modelos adotados administrativamente do passado, como alguns imaginam, que venham a ser focados nos anteriores, talvez algo de positivo, mas o que foi de negativo, será radicalmente esquecido, porque vamos trabalhar em cima de um projeto de governo, de um conjunto de uma obra devidamente planejada para ser exequível com as cabeças pensantes que estão no momento em sua volta e que, com toda certeza, terão um grande poder de influência para que se venha a fazer um grande governo para ficar na história de Buíque e ser de vez, o diferencial daquilo que quer a situação dar continuidade com a sua preposta, o que o povo de Buíque não quer e não aceita, esta é a realidade visível no sentimento de cada buiquense, o sentimento de mudança por alguém que tenha pulso, coragem, vontade de trabalhar e responsabilidade para fazer diferente e deixar a sua marca na história de Buíque, coisa que não vai ficar desse que foi o pior (des)governante por duas vezes em Buíque e, se o povo tiver vergonha, jamais vai lembrar dele, mesmo que seja emblematicamente, porque foi sem sobra de dúvidas, o pior prefeito que já passou por nossa terra.

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