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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

CONVENÇÃO PARA ESCOLHA DE CANDIDATURAS, NÃO IMPLICA EM FICAR NO ÔBA, ÔBA DO JÁ GANHOU, TAMPOUCO É UM PASSAPORTE DE VITÓRIA, POR QUE AINDA SE TEM MUITO CHÃO A SE PERCORRER



      Não deixa de ser uma grandiosa festa e que pode impressionar os mais incautos, mas convenção política de escolha de candidaturas de partidos políticos, não implica necessariamente no ôba, ôba do já ganhou. Pode-se usar todas as ferramentas disponíveis, principalmente para àquelas pessoas políticas que estão a representar as pré-candidaturas de quem está no poder de mando, mas o tamanho de uma convenção não se mede pela sua manifestação pública ou sua euforia momentânea, mas sim no tête-à-tête, na batalha pela conquista do eleitor e na cabala de votos, pois só assim, no dia da eleição, de quem digita o seu voto na urna eletrônica, é que vai realmente saber quem ganha, ou quem perde. É uma disputa e candidatos escolhidos, quer sejam majoritários, ou proporcionais, uns perdem, outros ganham. Sempre foi assim, e de outra forma não poderá ser no atual pleito que se avizinha.
    Sabemos que os partidos são instrumentos de personalidade jurídicas privadas, nos termos da Lei de nº 9.096/95, que dar o devido poder à estruturação independente, no entretanto, não deixa de obedecer a determinados imperativos legais inseridos no leque da legislação eleitoral, principalmente à Lei de nº 9.504/97, no que tange à realização de convenções partidárias, art. 8º, modificada em alguns aspectos para as eleições atuais, pela Lei de nº 13.165/2015, em que foram modificadas as datas das convenções, que eram de 20 a 30 de junho de cada ano de eleições, passando a ser de 20 de julho a 05 de agosto. Só que, as convenções são atos interna corporis dos partidos políticos e não se pode constituir em propaganda eleitoral fora de época, nos termos da Resolução nº 23.455/2015. Sendo um evento intrapartidário, somente, pelo menos em tese, aos partidos políticos e seus filiados competiria a participação para escolha, pelos convencionais com direito a voto, de seus candidatos, das coligações, de suas denominações, entre outros assuntos que poderão ser levantados, menos ser transformados num evento político-eleitoral de movimentação arquitetada previamente, como de fato ocorreu no dia de ontem, em todos os recônditos do município de Buíque.
     Ora, em sendo um evento intrapartidário, aos partidos envolvidos somente, competiria a participação, porém o que se viu ontem na verdade, foi um evento vultuoso, com bases montadas em todos os quadrantes do município, fugindo de uma simples convenção para escolha de pré-candidaturas às eleições majoritária e proporcionais, para se tornar num evento político em que se gastou somas de dinheiro, que ninguém sabe de sua origem, o que dá vazão à vários questionamentos no judiciário, porque na verdade, passou dos limites previstos e permitidos pela legislação eleitoral, embora sejam os partidos políticos instrumentos privados, mesmo assim, estão adstritos ao que a legislação eleitoral determina.
     Claro e evidente, que nem por isso, o adversário às candidaturas escolhidas ontem numa festa-comício movida tão-somente para impressionar, o pré-início de uma campanha político-eleitoral que mal se começou, mesmo sendo fora de época, não poderia, ninguém deve com isso se fincar no impressionismo, porque o ôba, ôba da euforia do já ganhou, não pode, tampouco deve, ser um elemento para intimidar ninguém, porque se sabe que o município de Buíque nos dias atuais, sem contabilizar os novos eleitores inscritos, conta com 38.492 eleitores cadastrados e não é um movimento dessa natureza que deverá impressionar ninguém, por que a campanha para valer de verdade, ainda não começou, pelo menos do ponto de vista legal-eleitoral. Ainda existem muitas favas a ser contadas. Então esse ôba, ôba, do já ganhou por antecipação, pode sair pela culatra, porque não existe vitória antes do voto ser parido das urnas, esta é a verdade, pelo menos é assim que sempre tenho observado em Buíque. Aqui mesmo, já vi muitos que contavam com a vitória certa numa campanha político-eleitoral, face à cegueira do euforismo e no final de contas, terminaram por ser derrotados. Então que ninguém se engane ou cante vitória antes do tempo. Foi nessa confiança inabalável, que os amarelinhos (a seleção brasileira), perdeu em seu próprio berço esplêndido, de 7x1 para a Alemanha, na última copa do mundo.

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