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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

QUEM ESTÁ NO PODER DE MANDO, ACREDITA QUE PODE TUDO, MAS QUEM DECIDE MESMO, NUM TENTO ELEITORAL, É O POVÃO



     Relembrando uma velha frase atribuída ao ex-interventor de Pernambuco, na ditadura Vargas, Agamenon Magalhães, na sua truculência política, dizia ele “que para os amigos tudo, para os inimigos, a lei”. Pois bem, era assim mesmo na base do chicote e da covardia que ele, como governador-interventor indicado por um ditador da época, agia com mão de ferro com relação ao adversário político. Na verdade, essa forma de pensar e agir dele, ainda hoje se encontra em voga, para os políticos sem uma maior formação moral, social e mesmo política, buscam agir com relação aos adversários. Adversários sim, porque em política, como já estamos cansados de saber, o adversário, inimigo de hoje, pode estar de braços dados no palanque do amanhã.
          Certamente, se tivéssemos partidos políticos fortes, a coisa talvez não fosse desse jeito, mas no Brasil, em todos os recônditos, é assim mesmo. Foi não foi, o sujeito muda de lado político ou de partido, como quem troca de camisa. Na verdade, para muitos partidos, o que tem valor mesmo é voto e não o caráter, a honradez e a honestidade de alguns de nossos políticos, por isso mesmo, não merecem ser projetados politicamente, porque senão, a liberdade de agir e pensar, vai imperar e isso, nessa política de molecagem, político algum ou partido, na verdade quer.
       Vivemos numa coloração partidária que mais parece um arco-íris e isso não tem sido muito bom para a nossa democracia, porque o que mais existem mesmo são siglas de aluguel que sequer querem saber de ideário político e o que está escrito como linha doutrinária, filosófica e ideológica do partido, pode na verdade, jogar na lata do lixo, porque não vale absolutamente nada. Costumam pregar uma coisa fora do poder, mas quando no pedestal se chega, mudam a forma de agirem e pensarem e o estatuto, a lei partidária, é jogada na lata do lixo, como ocorre sistematicamente em nosso ordenamento político-eleitoral. É uma verdadeira farra que na verdade, não leva a lugar algum, a não ser a corrupção desenfreada que estamos a enfrentar em todos os quadrantes do país. Em cidades pequenas como a nossa, aí é que o cancão pia, naquela que acreditar concentra o poder, mas no frigir dos ovos, quando o povo está revoltado, tira do poder qualquer um, pouco importando quem seja, ou mesmo quem venha a ser o adversário.
        Estamos diante de uma crise porque nosso sistema político, o regime de governo, é fragilizado por partidos fracos, despersonalizados, formados por uma grande maioria de picaretas e isso só nos tem nos enfiado num buraco político institucional cada vez mais fundo e pelo visto, deste não vai sair tão cedo. Ou o povo acorda para esses fatos, faz valer sua voz, quer seja no voto, na pressão ou numa revolução, ou então jamais sairemos dessa encruzilhada política em que nos metemos.
         O que nunca deu para entender é a gente presenciar, vivenciar tudo isso assim de forma passiva, como quem não está nem aí e tudo acontecendo ao nosso redor, e o principal prejudicado, o nosso povo, que deveria ganhar forças e reagir a toda essa sorte de coisas dessa política sórdida que querem nos impor, como se fossemos meros instrumentos de cobaias de laboratórios, ou pessoas irrelevantes, menosprezíveis que não merecem o menos valor, também fica imobilizado, como quem está alienado ou num mundo da Lua.
         Por tudo isso minha gente, é que deveremos procurar readquirir a vergonha perdida, a autoestima esquecida, e partirmos mesmo para a luta, porque sem luta, jamais sairemos desse estado de letargia mental, cultural e social em que nos encontramos metidos até o pescoço e isso, não se vê em país democrático nenhum do mundo. Que sejamos pacíficos, mas não a ponto de aturarmos toda sordidez de sorte que estamos presenciando no momento. Vergonha na cara e a estima no coração de cada brasileiro, a busca da honradez, da manutenção do caráter e da honestidade, são corolários necessários para que possamos tirar esse nosso país, nossos estados e nossos municípios, do atoleiro em que se encontram, principalmente, nossos municípios, que de tão prostituídos, o povo não está nem aí para quem vem a ser os seus dirigentes políticos. Por isso mesmo, na base do voto ou da luta revolucionária, é que poderemos mudar esse nosso grandioso país que tanto queremos e amamos, bem como, a terra onde nascemos, nosso cordão umbilical. A política de que “manda quem pode e obedece quem tem juízo”, tem que acabar e isso vai acontecer aos poucos, começando pelos municípios, isso se o povo colocar pessoas capacidades e dignas de um voto, para bem lhes representar no poder de mando, esta é a verdade nua e crua.

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