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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

DELAÇÃO PREMIADA OU NÃO, DE QUEM ESTÁ SOB FORTE PRESSÃO PSICOLÓGICA, É PARA MIM, UMA ATITUDE IMORAL DE DEDURAÇÃO QUE QUER A TODO CUSTO LIVRAR A PRÓPRIA PELE.


   Na minha visão jurídica, a deleção criada por lei, que a denominaram de "deleção premiada", deveria ser "deleção de mau-caráter", porque quem já está no fogo, para sair dele, pode à qualquer preço, não importante qual venha a ser, vir a prejudicar e piorar ainda mais a situação de alguém, mesmo que o delator não esteja falando toda a verdade, mas até aumentando os fatos.
     A questão do delator é buscar se safar de qualquer forma de uma situação criminosa em que se envolveu, por isso mesmo, pouco se importar em prejudicar alguém ou ir além do que deveria, tão-somente com o intuito de se safar da proeza ilegal em que se meteu. Por mais que um delator fale sobre um fato, pode até está perto da verossimilhança, porque toda a verdade à luz dos fatos reais, não pode ser o que um delator afirma numa delação premiada. Por isso mesmo é que se diz delação premiação, com o intuito não de se livrar das acusações, mas ao menos, amenizar uma situação desastrosa em que algum acusado de alguma prática delitiva, se meteu.
     O pior de tudo isso, é você sempre ter convivido, compactuado, compartilhado com alguém e, numa situação dessas, se vê praticamente forçado e acovardado a delatar alguém, quando em muitos casos, passou grande parte de sua vida com essa pessoa que vai incriminar em alguma tipificação penal, como autor, co-autor ou partícipe. Isso na verdade, não me entra psicologicamente como um intra-respeito à dignidade do sujeito da delação, tampouco do delatado.
     Mais repugnável ainda, é quando alguém faz uma delação por vingança contra uma pessoa, que talvez por ser sua desafeta, não tem dó, piedade ou remorso em fazer a delação, a incriminação. O que muitos querem é livrar a própria pelo. Isso não pode ser humano ou moral. Pode até ser legal, mas o sujeito delator como é que vai ficar com a sua dignidade pessoal e consigo  mesmo, pelo ato de mau-caráter que praticou exclusivamente para defender a sua pele. E aí vem a questão, e se a delação for uma criação milimetricamente sob medida da mentalidade de quem delata alguém, uma espécie de maquinação diabólica, com o intuito de atender o pedido de alguém e de querer de vontade própria prejudicar alguém, hein, minha gente? - E se a versão do delator for invencionice, como tem ocorrido em tantos milhares de TCO's, essa criação jurídica, que para mim não passa de uma excrecência criada pelo judiciário, não para tornar a Justiça célere, mas sim, ainda mais cega, porque nesse tipo de procedimento, se faz mais injustiça do que a verdadeira aplicabilidade da lei ao pé da letra. Delação premiada ou não, sou contra. Para mim é só mais uma forma de, a qualquer custo, um indiciado ou acusado livrar a própria pele, esta é a verdade nua e crua.

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