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BUÍQUE, NORDESTE/PERNAMBUCO, Brazil
A VERDADE SEMPRE FOI UMA CONSTANTE EM MINHA VIDA.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

É NECESSÁRIO SE COLOCAR NA GRADE ESCOLAR DO ENSINO BÁSICO DE BUÍQUE, MATÉRIA DE SUA HISTÓRIA E DE DADOS GEOGRÁFICOS, QUE QUASE NINGUÉM CONHECE


    Essa minha posição não é de hoje, mas sempre tive essa preocupação, de uma pessoa de cada município, não ter o conhecimento de no mínimo, de sua própria história, de sua cidade, de seu município, de sua origem, de fatos históricos, de pessoas que contribuíram para o desenvolvimento do lugar e de dados geográficos importantes, para se ter um conhecimento mínimo da própria história para falar com propriedade de uma pessoa que foi homenageada com um nome de rua, de um logradouro público, de um ponto turístico do lugar, como saber dizer os limites, os sítios arqueológicos e de comunidades que habitam os limites geográficos da própria terra.Isso é vergonhoso para os próprios do lugar, não saber responder sobre a sua própria história.
    Falo de forma generalizada, mas voltando o foco para nosso lugar, Buíque, a gente percebe que apesar de ter uma rica historiografia, mesmo assim, quase ninguém sabe da verdadeira história, de sua origem e do estudo étnico de sua gente, por isso mesmo, com 164 anos de emancipação política, pouco se tem definido de sua própria história. Ora, com tantas datas nos símbolos do Município, a exemplo do brasão, da bandeira, não dá para saber por exemplo, se Buíque foi fundado em 1752, 1753 ou 1754. Da mesma forma, não se sabe se a emancipação política se deu em 1792, 1793 ou em 1854. Bem, pelo que pude coletar de dados do IBGE e em outros escritos, a fundação em si mesma, se deu em 1752, quando o seu fundador, Félix Paes de Azevedo, fazendeiro alagoano de Penedo, deu uma área de terras de sua propriedade, para que nesse espaço fosse erigida a igreja-matriz de São Félix de Cantalice e, no meu entender, esse é o marco histórico de fundação de Buíque e, no dia 12.05.1854, pela Lei Provincial de nº 337, da mesma data, passou nosso município a ser denominado de Vila Nova de Buíque, o que pelas formalidades da época, foi a verdadeira emancipação, porque veio definitivamente a se desmembrar de Garanhuns, então não existe outra explicação histórica, para a emancipação de nossa terra, devendo ser firmada de vez, que a fundação se deu em 1752 e a emancipação, em 12.05.1854, devendo-se fazer as correções no brasão e na bandeira do município. Deve-se ressalvar ainda, que a grafia do nome "Buique", era escrita sem o acento agudo no "i", só vindo a ser alterada por Lei Estadual de nº 421, de 31.12.1948, que passou a ser grafada "Buíque", com a acento agudo no "i".
 Outro fator de suma importância, é sobre comunidades importantes que poucas pessoas conhecem, como os indígenas Kapinawás, os quilombolas, entre outras que poucos conhecem e que merecem a atenção de estudiosos ou então, que se forme um grupo de estudos para enriquecer e explicar fatos históricos importantes de nossa terra.
   Por seu turno ainda, ninguém sabe a origem dos nomes de seus distritos, de seus povoados, como se deu a formação; também se desconhece os nomes dados a determinadas ruas, em que nem mesmo os moradores sabem explicar ao certo quem foi o homenageado, o que ele foi, o que representou para a nossa terra, para que tenha recebido um nome de um logradouro público. Então gente, como muitos imaginam, não se faz história sem se buscar as fontes explicativas e justificativas do passados, porque, embora muitas pessoas cheguem até a dizer, "é, quem gosta de passado, é museu". Ora!, quanta ignorância se demonstra quem chega a proferir tal desdita! - Sinceramente, isso só demonstra o não conhecimento de que na vida de cada um, o histórico de vida, o passado, é que sedimenta o presente e faz o lastro para o futuro, sem o qual, nada seremos, esta é a verdade. Então gente, que tal pensar em colocar na grade do ensino público municipal, ou no curriculum, uma matéria exclusiva de nossa história, hein!?      

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