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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

QUANDO O INVERNO CHEGAR, O QUE VAMOS FAZER, ENQUANTO A SECA NÃO PARAR?


  Quando será que a chuva chega, e o inverno? - Sinceramente, não sabemos. O certo é que, aqui em Buíque, no mês de maio, geralmente, a época do inverno que se prolonga até meados de agosto, das paisagens neblinadas, com àquela visão ofuscada pelas nuvens tocando no chão, e aí sim, se pode dizer que o inverno chegou, além daquele gostoso friozinho para dormir, curtir e se amar mais gostosamente com quem você deseja e ama. É assim essa época de Paris em Buíque ou semelhante à nossa querida Garanhuns. 
     Depois de um ciclo de seca causticante pela qual a gente vem passando, que já perdura dos mais de cinco anos consecutivos, difícil se imaginar na chegada do inverno, mas no geral, mesmo com essa seca  medonha, ele sempre aparece. Às vezes com uma profundidade que não se chega a ver uma pessoa a poucos metros de distância, ou nem tanto, mas na verdade, sempre vem o período de inverno. É gostoso de vivenciar essa época, embora ainda, não tenhamos chegado a um denominador comum, de como se tirar proveito turístico desse curto período, pelo menos com uma festa, uma atração, um movimento propício para esse valioso lapso temporal de inverno. Sempre insisti que esse período fosse implantado de vez, com a ajuda do poder público municipal, de um ciclo festivo e cultural, para se aproveitar esse fenômeno da natureza, de forma a movimentar nosso povo, inclusive da região, fazendo com que, venha emprego temporário e renda, já que as fontes de base econômica de nosso município, com a seca, praticamente inexistem, que são a agricultura e pecuária. 
  Na atualidade, se quisermos implementar planos de desenvolvimento alternativos, é justamente nos focarmos no desenvolvimento turístico, tanto no turismo ecológico do Parque Arqueológico Vale do Catimbau, além  de outras importantes áreas de pontos turísticos que temos, a exemplo de belas áreas de cachoeiras na região do Sítio Mulungu, entre outros pontos que devem entrar no nosso roteiro turístico da natureza, para quem gosta dessa prática, que na verdade, não são poucas as pessoas que adoram tais práticas em todo o país. O importante é fazermos um roteiro, incluirmos um calendário, para que assim, possamos fortalecer nossas fontes possíveis de desenvolvimento e nosso potencial que hoje é focado na área turística e cultural, sem perde de vista, claro, a base econômica centrada na agropecuária.
      Por seu turno ainda, não podemos deixar de lado, a nossa rica cultura, em que nada tem sido feito, se não houver a ajuda do poder público, na área de manifestações culturais de qualquer natureza, porque nesse nicho, temos muitos valores adormecidos e pelo visto, até o presente momento, não teve ninguém que viesse a dar um empurrãozinho, o merecido valor, para que possamos desenvolver a nossa cultura na arte de escrever, de belas artes, do nosso rico artesanato, nas manifestações dos pifeiros, dos zabumbeiros, nas culturas de raízes, como samba de coco, dos quilombolas, nos índios Kapinawás, entre tantos outras manifestações que ainda poucos tem disso conhecimento. Então nada mais importante do que nos voltarmos para o nosso desenvolvimento turístico e cultural, já que a seca não nos deixa fazer outra coisa, até quando o inverno chegar, para que possamos fazer e nos amar. Tive a ousadia de fundar a primeira Academia de Letras e Artes de Buíque, a ABLA, em 23.10.2014. Fizemos um movimento cultural no ano desde então, até final de 2015, sem a ajuda praticamente de ninguém, mas fizemos. Em 2016, paramos, porque em ano político, ninguém faz mais nada, a não ser a danada da política, porém neste ano de 2017, com toda certeza, vamos voltar a movimento a nossa ABLA e voltarmos a colocar a nossa cultura para funcionar, junto com o povo, como inicialmente nos propusemos.

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